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Qualidade de Vida - 09/12/2025

Viajar nas férias exige atenção: planos de saúde devem cobrir urgências em qualquer lugar do país, explica especialista

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Foto: Reprodução

Desconhecimento ainda gera confusão entre beneficiários; saber como funciona a cobertura evita sustos e garante atendimento rápido

Com a chegada das férias de fim de ano, cresce o movimento de viagens dentro do Brasil e, com ele, também aumentam as dúvidas sobre como funciona a cobertura dos planos de saúde fora da cidade de origem. Situações como intoxicações alimentares, quedas, febres altas, crises alérgicas ou acidentes leves são comuns no período. E muita gente ainda não sabe que urgências e emergências precisam ser atendidas em qualquer região do país, conforme determina a Lei nº 9.656/98.

 

“É muito comum as pessoas necessitarem de atendimentos emergenciais durante as viagens. Os planos de saúde no Brasil, em geral, oferecem cobertura para urgências e emergências fora da localidade de contratação”, explica Rogério Moreira, Gestor Comercial do Grupo AllCross.

 

Segundo ele, a falta de informação ainda faz com que muitos beneficiários fiquem inseguros na hora de buscar atendimento. “Ainda existe a ideia de que, ao viajar para outro estado, o plano não vai cobrir nada. Isso não é verdade. Em urgências e emergências, o atendimento deve acontecer”, reforça.

 

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O que é atendido nessas situações?

 

 

 

Casos de urgência (risco imediato ou lesão irreparável) e emergência (situações súbitas, como crises, acidentes e complicações de saúde) precisam ser atendidos, mesmo fora da cidade onde o plano foi contratado. No entanto, há um cuidado importante: verificar se existe rede credenciada no destino. “Se não houver rede credenciada no local, o beneficiário tem direito a ser atendido em um prestador não credenciado, podendo solicitar o reembolso de acordo com os critérios estabelecidos pela operadora”, explica Moreira.

 

Ele reforça que o mais importante é não deixar de buscar ajuda. “Ninguém deve hesitar em procurar atendimento em uma situação de risco. A saúde sempre vem primeiro, e o plano precisa dar suporte”, diz.

 

Abrangência do plano: o detalhe que quase ninguém confere

 

A ANS divide os planos em categorias como nacional, estadual, grupo de estados, grupo de municípios e municipal. Isso define onde o beneficiário pode usar a cobertura completa — consultas, exames e procedimentos eletivos. Mas muitas pessoas só descobrem a abrangência após uma intercorrência. “A abrangência do plano de saúde deve estar claramente informada no contrato, na carteirinha e explicada no momento da adesão. É um direito do consumidor saber exatamente onde terá atendimento completo”, detalha Moreira. Ele reforça que, apesar dessas diferenças, urgências e emergências são garantidas. O que muda é o restante da cobertura.

 

Por que isso importa agora?

 

O fim do ano é um dos períodos com maior volume de viagens e maior incidência de atendimentos médicos. Calor intenso, alimentação fora de casa, atividades aquáticas, longos deslocamentos e mudanças de rotina fazem crescer os casos de mal-estar e acidentes. “É justamente nessa época que as pessoas relaxam, viajam mais e acabam expostas a situações inesperadas. Entender como funciona o plano evita sustos e garante que o atendimento aconteça sem dor de cabeça”, comenta Moreira. Ele destaca que muitos usuários ainda acreditam que só podem ser atendidos na própria cidade. “Essa insegurança é comum, mas é infundada. O beneficiário tem direitos que precisam ser conhecidos e usados sempre que necessário”, reforça.

 

Como se prevenir antes de viajar

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Moreira orienta que, antes de viajar, os beneficiários confirmem três pontos simples:

 

1. Existência de rede credenciada no local de destino

2. Telefones de atendimento da operadora para situações de urgência

3. Regras de reembolso caso seja necessário ir a um prestador não credenciado

 

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“São passos rápidos, que levam poucos minutos, mas fazem toda a diferença em uma emergência”, afirma. A recomendação do especialista é sempre consultar a operadora do plano para compreender os detalhes das condições de cobertura e garantir que o serviço esteja disponível nos destinos planejados, além de verificar possibilidades como a portabilidade de carências em caso de alterações contratuais.

 

Ele também recomenda guardar fotos da carteirinha, da rede credenciada e do contrato no celular. “A máxima de que com saúde não se brinca deve ser reforçada, principalmente em época de fim de ano e se a pessoa possui assistência particular. É um direito seu e deve ser observado”, conclui o profissional. 

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