20 de Abril de 2026

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Política - 02/11/2024

Venezuela sobe tom e acusa Brasil de violar Carta da ONU e de se "fazer de vítima"

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Foto: Reprodução/Google

Nota publicada neste sábado (2/11) pelo governo de Nicolás Maduro é mais um capítulo da crise diplomática entre os dois países

O governo da Venezuela publicou neste sábado, 2/11, um comunicado em tom acusatório contra o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil. Na nota, a república bolivariana afirma que o governo brasileiro “se faz de vítima” e que, por conta disso, estaria enganando a comunidade internacional.

 

“O Governo da República Bolivariana da Venezuela considera incompreensível o recente comunicado redigido pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty), no qual tenta enganar a comunidade internacional, fazendo-se passar por vítima em uma situação em que claramente agiram como algozes. Isso surpreendeu a sociedade brasileira, venezuelana e latino-americana”, declara o governo venezuelano.

 

A nota é mais um episódio da crise diplomática entre os dois países, que remonta às eleições presidenciais na Venezuela, quando o órgão eleitoral do país declarou Nicolás Maduro como vitorioso nas urnas.

 

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Mesmo assim, o Brasil não reconheceu a vitória do atual presidente, pois o governo venezuelano não publicou a ata do processo eleitoral, que foi marcado por uma série de infrações, levando a questionamentos de diversos países sobre a autenticidade das eleições.O comunicado sustenta ainda que o regime de Nicolás Maduro já teria demonstrado, por meio de dezenas de provas e uma denúncia pública, como o Itamaraty “empreendeu uma agressão descarada e grosseira” contra o presidente declarado eleito, as instituições venezuelanas e os próprios cidadãos do país latino-americano.

 

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Além disso, alega que haveria uma “campanha sistemática” com violações aos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, como a soberania e a autodeterminação dos povos, “chegando a violar a própria constituição brasileira em seu mandato de não interferência nos assuntos internos de outros Estados”.

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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