A construção social de cerca de dez meses sistematizou em quatro páginas recomendações aos chefes de estado do G20
O G20 Social encerra no sábado, 16/11, no Rio de Janeiro, com a apresentação de uma declaração final com as reivindicações dos movimentos sociais. O texto recomenda que os países do G20 taxem os super-ricos e invistam o dinheiro em políticas sociais, ambientais e culturais.
O documento faz recomendações dentro dos três eixos escolhidos como prioritários pela presidência brasileira à frente do G20: combate à fome, à pobreza e às desigualdades; sustentabilidade, mudanças climáticas e transição energética justa; e reforma da governança global.
No primeiro tema, a carta pede para que todos os chefes de Estado das 19 maiores economias do mundo, União Europeia e União Africana façam a adesão à Aliança Global contra à Fome e à Pobreza. Além de também defender o acesso democrático à terra e à água, de forma que as populações controlem a produção, a preservação e a distribuição de alimentos.
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Já sobre as questões ambientais, o documento pede a criação do Fundo Florestal Tropical para Sempre (FFFF). Esse capital financiaria a proteção das florestas tropicais e a inclusão das populações que vivem em seu entorno.
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A declaração propõe ainda a taxação progressiva dos super-ricos para que o montante arrecadado seja destinado a fundos nacionais e internacionais que financiem políticas sociais, ambientais e culturais.

Os movimentos sociais argumentam que a justiça fiscal é também justiça social e sustentabilidade. A concentração de renda em poucos impede o desenvolvimento, já com a distribuição de renda, seria possível uma sociedade mais justa.

Presidente recebe documento com a consolidação das demandas da sociedade
civil, que serão compartilhadas com os demais chefes de Estado na
Cúpula de Líderes do G20 (Fotos: Reprodução/Google)
Por fim, sobre a governança global, a sociedade civil pede aos chefes de Estado a ampliação de participação dos países do Sul Global nas decisões - atualmente, apenas cinco países possuem poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China). Por esse motivo, eles pedem um conselho internacional mais "representativo e eficaz".
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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