O homem tentou explodir uma bomba na Praça dos Três Poderes e encontrou a morte aos pés da estátua da Justiça. Um desfecho que carrega uma trágica e sombria ironia.
A capital do país foi palco de um atentado aterrorizante que mergulhou o Brasil em perplexidade e indignação. Na noite de quarta-feira, 13, Brasília foi tomada por explosões e pânico na Praça dos Três Poderes, revelando um desprezo avassalador à democracia e à Constituição. O episódio, marcado por cenas brutais, culminou com a morte do autor das explosões, Francisco Wanderley Luiz, de 41 anos, em um ato final tão devastador quanto seus ataques.
A sequência de eventos começou às 19h30, com a explosão de um carro próximo ao Anexo IV da Câmara dos Deputados, onde se encontram diversos gabinetes parlamentares. O impacto do barulho e a fumaça provocaram pânico entre os presentes. Um policial que patrulhava a área relatou ter visto o suspeito fugir do veículo em chamas, iniciando uma breve e aterradora jornada que se encerraria em frente ao Supremo Tribunal Federal.
Francisco, captado pelas câmeras de segurança, seguiu a pé até a estátua da Justiça, onde tentou incendiá-la com gasolina. Abordado por um segurança, recusou-se a dialogar, ameaçando estar com explosivos. A tensão escalou rapidamente quando ele lançou bombas caseiras contra o monumento, uma delas explodindo com força suficiente para sacudir a área. Em um ato desesperado e derradeiro, o suspeito deitou no chão com mais um artefato explosivo, que detonou, provocando sua morte instantânea.
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Imagem ampliada do atentado terrorista na Praça dos Três Poderes
— BLOG ALDO ALMEIDA (@BLOGALDOALMEIDA) November 14, 2024
É possível ver o homem-bomba bolsonarista Francisco Wanderley Luiz atirando um artefato contra a estátua da Justiça que não explode, e outros dois, um contra o STF, e outro para tirar a própria vida. pic.twitter.com/Eh8djpZiQF
Os ataques interromperam as atividades nos principais prédios dos Três Poderes, obrigando ministros, servidores e parlamentares a evacuar em meio ao caos. O presidente Lula já havia deixado o Palácio do Planalto horas antes.
A investigação revelou que Francisco Wanderley Luiz, conhecido como "Tiu França" em sua cidade natal, Rio do Sul, Santa Catarina, tinha um histórico de ameaças públicas à imprensa e políticos. Antes do atentado, ele chegou a publicar mensagens nas redes sociais sugerindo a existência de mais explosivos. Ele era chaveiro, já havia se candidatado a vereador pelo PL em 2020, mas não foi eleito.
A polícia confirmou sua identidade pela placa do carro usado na explosão. Mandados de busca em Santa Catarina apreenderam celulares e pen drives, mas nenhum material diretamente ligado aos ataques foi encontrado. O irmão do suspeito declarou que a família está em choque diante de um ato tão extremo e violento.
Francisco Wanderley Luiz deixa um rastro de destruição, medo e questionamentos em um país que já enfrentou feridas profundas em sua democracia. O episódio em Brasília, de proporções inimagináveis, reforça a necessidade urgente de respostas firmes diante de atos que tentam ferir as bases da nação.
Fonte: com informações de O Globo
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