03 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 23/05/2023

Tumba de mais de mil anos descoberta no Peru revela vida luxuosa de 'senhor das águas'

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Tumba com características únicas foi descoberta por arqueólogos na região de Lima.

Um grupo de arqueólogos peruanos descobriu o que parece ser uma tumba pré-incaica, de 1.200 a 1.400 anos atrás, de uma "personalidade da elite" provavelmente dedicada a "atividades marinhas".

 

A tumba foi encontrada no vale de Chancay, a nordeste de Lima, e faz parte do que é conhecido como cemitério Matacón.

 

A cultura Chancay se desenvolveu na costa central do país, nos vales de Fortaleza, Pativilca, Supe, Huaura, Chancay, Chillón, Rímac e Lurín.

 

Veja também

 

Biden e republicanos fracassam em acordo sobre dívida, e EUA podem dar calote inédito em investidores

Ator de 'Thor', Ray Stevenson, morre aos 58 anos

 

Foram encontrados restos mortais de seis pessoas e também de animais — Foto: EPA/via BBC

 

Os arqueólogos concluíram que a tumba recém-descoberta, a maior e mais antiga já encontrada na região, deve ter pertencido a uma pessoa de alto escalão na comunidade, pois foram encontrados os restos mortais dela com os de mais cinco pessoas — possivelmente parentes ou empregados que foram sacrificados, segundo disse à agência de notícias EFE o arqueólogo Pieter Van Dalen Luna.

 

Objetos encontrados no túmulo — Foto: EPA/via BBC

 

Também foram encontrados 25 recipientes que continham comida e os restos mortais de quatro lhamas.

 

Os arqueólogos dizem que ainda são necessárias mais evidências e mais análises sobre os achados na tumba para que se possa chegar mais perto da identidade do dono da tumba.

 

Objetos com tom de terra, e arqueólogo ao fundo subindo escada — Foto: EPA/via BBC

 

Um remo foi encontrado. Segundo explicou o professor Van Dalen Luna à emissora da Universidade de San Marcos, este objeto não tinha sido encontrado em nenhuma das outras 80 tumbas que haviam sido escavadas anteriormente no cemitério.

 

“Pode ter sido uma pessoa dedicada à atividade marítima, de repente pescando ou coletando mariscos”, diz Van Dalen.

 

Esta cultura pré-incaica fez parte das chamadas populações aimarás. Elas povoaram áreas da Bolívia, do Peru e do Chile antes da expansão do império inca. Seu declínio coincidiu com a expansão de Tahuantinsuyo — que era como os incas se referiam à sua própria cultura.

 

A cerca de 50 metros da escavação estão algumas casas que podem ter sido chave para que o túmulo não fosse saqueado — Foto: EPA/via BBC

 

O cemitério está localizado perto de uma área residencial, ocupada atualmente.

 

A cerca de 50 metros da escavação estão algumas casas que podem ter sido chave para que o túmulo não fosse saqueado.

 

O grupo de arqueólogos que fez a descoberta acredita que filhos e servos sacrificados foram enterrados ao lado do ‘senhor das águas’ — Foto: EPA/via BBC

Fotos: Reprodução

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

“Se é verdade, por um lado, (que) a instalação das casas ocupou parte da zona arqueológica, por outro lado também tem permitido que os saqueadores (de sítios arqueológicos) não cheguem aqui”, disse o professor.

 

Ele destacou que são necessários recursos e apoio das autoridades para manter intacto esse tesouro arqueológico, que pode nos ajudar a entender melhor como os povos se estabeleceram nas Américas na antiguidade.

 

"Por que não pensar que este vale foi povoado por populações aimarás antes do ano 0 e do início desta era?", sugere Van Dalen.

 

Fonte: com informações do Portal G1

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.