04 de Maio de 2026

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Violência contra Mulher - 09/05/2025

SOB ATAQUE: A violência silenciosa contra jornalistas e comunicadoras na Amazônia, no Brasil e no mundo

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Foto: Reprodução/Internet

Um relatório da UNESCO revelou que 41% das mulheres jornalistas entrevistadas relataram ter sido alvo de ataques online vinculados a campanhas orquestradas de desinformação

Jornalistas, comunicadoras e defensoras de direitos humanos enfrentam crescentes ameaças que comprometem sua liberdade de expressão e colocam em risco sua segurança e saúde mental. Essas agressões, muitas vezes motivadas por questões de gênero, são evidentes tanto no Brasil quanto globalmente, com destaque para a região amazônica.

 

Um relatório da UNESCO revelou que 41% das mulheres jornalistas entrevistadas relataram ter sido alvo de ataques online vinculados a campanhas orquestradas de desinformação. Esses ataques incluem ameaças de violência física, assédio sexual, discursos de ódio e perseguição digital, afetando não apenas a saúde mental das vítimas, mas também sua visibilidade profissional e permanência na carreira jornalística.

 

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No Brasil, a violência de gênero contra jornalistas é alarmante. Em 2021, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 119 casos de violência de gênero, sendo que 91,3% das vítimas eram mulheres (cis e trans). Desses casos, 75% envolveram discursos estigmatizantes, com agressões verbais destinadas a hostilizar e descredibilizar as profissionais.

 

Durante o período eleitoral de 2022, observou-se um aumento significativo nos ataques a jornalistas mulheres, que representaram 50,8% dos casos registrados, apesar de constituírem apenas 45,9% dos profissionais monitorados. No Instagram, esse percentual foi ainda maior, atingindo 68,3%, com críticas profissionais frequentemente acompanhadas de insultos misóginos e comentários sobre a aparência.

 

 

Também no Brasil, cerca de cinquenta jornalistas esportivas lançaram o movimento #DeixaElaTrabalhar para denunciar a prática de beijos forçados por parte de torcedores durante a cobertura de eventos esportivos ao vivo. Entre as jornalistas, as especialistas em direitos das mulheres e aquelas que cobrem esporte ou política são as que estão mais vulneráveis à violência.

 


Como reflexo da violência sofrida, o estresse é a consequência relatada por 79% das entrevistadas, seguido por ansiedade (65%), medo de perder o emprego (54%), perda de autoestima (50%) e medo de ser morta (49%).

 

Região Amazônica: Riscos Intensificados para Comunicadoras

 

 

 

A Amazônia Legal registrou 230 casos de violência contra jornalistas nos últimos dez anos, com o estado do Amazonas contabilizando 38 desses casos. As comunicadoras que cobrem temas sensíveis, como garimpo ilegal, desmatamento e violência de gênero, enfrentam riscos agravados, incluindo ameaças e agressões físicas.

 

Além disso, a região Norte lidera os índices de mulheres que sofreram violência doméstica, com o Amazonas apresentando 57% das mulheres afirmando ter sido vítimas em algum momento da vida.

 

Iniciativas e Medidas de Proteção

 

 

 

Organizações como a UNESCO e a Abraji têm promovido ações para combater a violência contra mulheres jornalistas, incluindo campanhas de conscientização, treinamentos em segurança digital e advocacy por políticas públicas que garantam a proteção dessas profissionais. A criação de observatórios e parcerias com entidades da sociedade civil também tem sido fundamental para monitorar e denunciar casos de violência. ?

 

 
Fotos: Reprodução/Internet
 
 
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A proteção das jornalistas e defensoras de direitos humanos é essencial para a manutenção da democracia e da liberdade de expressão. É imperativo que governos, organizações e a sociedade civil atuem conjuntamente para garantir um ambiente seguro e respeitoso para todas as profissionais da comunicação.
 

 

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