Com mais de 40 anos de militância, destacou-se como especialista em gênero e enfrentamento à violência contra as mulheres
Por Maria Santana Souza - Aparecida Gonçalves, conhecida como Cida Gonçalves, é uma feminista, ativista e publicitária nascida em Clementina, São Paulo, em 14 de janeiro de 1962.
Com mais de 40 anos de militância, destacou-se como especialista em gênero e enfrentamento à violência contra as mulheres. Sua atuação política começou em Campo Grande (MS), onde coordenou movimentos populares femininos nas décadas de 1980 e 1990, sendo uma das fundadoras da Central dos Movimentos Populares no Brasil.
Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003–2016), Cida foi Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Nesse período, participou ativamente da construção de marcos legais fundamentais, como a Lei Maria da Penha (2006), a Lei do Minuto Seguinte (2013) e a Lei do Feminicídio (2015). Em dezembro de 2022, foi anunciada como ministra das Mulheres no terceiro governo Lula.
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Conquistas como Ministra das Mulheres

Fortalecimento da Rede de Proteção às Mulheres
• Programa Mulher Viver sem Violência: Retomado para integrar serviços públicos de apoio às mulheres em situação de violência, com destaque para a Casa da Mulher Brasileira e o Ligue 180.
• Casas da Mulher Brasileira: Expansão das unidades, com a meta de alcançar 340 em todo o país. Até 2023, sete unidades estavam em funcionamento, e novas inaugurações estavam previstas.
• Patrulha Maria da Penha: Entrega de 270 viaturas para reforçar o atendimento a mulheres vítimas de violência.
Avanços Legislativos

• Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023): Garante igualdade salarial entre mulheres e homens, com obrigatoriedade de relatórios de transparência salarial por parte das empresas.
• Auxílio-aluguel para vítimas de violência: Alteração na Lei Maria da Penha para incluir o benefício a mulheres em situação de vulnerabilidade econômica.
• Mulheres Indígenas: Parceria com o Ministério dos Povos Indígenas para a construção de Casas da Mulher Indígena em diferentes biomas, com serviços adaptados às especificidades culturais.
• Dignidade Menstrual: Distribuição gratuita de absorventes higiênicos a pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiando milhões em todo o país.
Combate à Misoginia e Violência Online
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• Campanha Brasil sem Misoginia: Iniciativa para enfrentar o ódio e a violência contra as mulheres, especialmente no ambiente digital, com ações para desmonetizar canais que propagam discursos misóginos.
Articulação com Municípios

• Incentivo à criação de Secretarias Municipais de Políticas para as Mulheres: Distribuição de guias para implementação e fortalecimento dessas secretarias, visando ampliar a capilaridade das políticas públicas de gênero.
Atuação Internacional

Cida Gonçalves representou o Brasil em diversos fóruns internacionais, destacando-se na Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) da ONU. Em seus discursos, enfatizou o compromisso do país com a igualdade de gênero, a inclusão de mulheres em todas as suas diversidades e a implementação de políticas públicas que coloquem as mulheres no centro do projeto democrático.
A atuação da ministra Cida Gonçalves tem sido fundamental para garantir às mulheres brasileiras mais segurança, visibilidade e dignidade. Com políticas públicas estruturadas, combate firme à violência de gênero e iniciativas voltadas à autonomia econômica e social, Cida tem promovido uma verdadeira transformação no cenário da igualdade de gênero no país. Sua gestão marca um período de avanços concretos, em que as mulheres passaram a se sentir mais acolhidas, protegidas e ouvidas pelo poder público.
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Fotos: Reprodução/Google
Essa força e compromisso com a causa feminina reverberam em diferentes regiões do Brasil, incluindo a Amazônia. Para Maria Santana, idealizadora do Portal Mulher Amazônica e apresentadora do Ela Podcast, a figura de Cida representa inspiração e representatividade. “Ela tem uma trajetória que nos fortalece. Como mulher da base, militante e gestora, Cida tem feito com que nossas lutas históricas ganhem espaço e respeito institucional. Eu me sinto representada”, afirma Maria Santana, que há anos atua na linha de frente pelo empoderamento feminino na região Norte.
Ao colocar as mulheres no centro do projeto democrático brasileiro, a ministra Cida Gonçalves reafirma que não há futuro possível sem igualdade. Sua presença no Ministério das Mulheres é mais do que simbólica: é estratégica, necessária e transformadora.
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