Ministra do Planejamento afirma que mercado esperava contenção dez vezes maior que os R$ 2,9 bilhões anunciados
Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet afirmou no sábado, 23, que o bloqueio abaixo do esperado no Orçamento da União é resultado de uma arrecadação que “tem surpreendido”.
Na sexta, 22, o Executivo anunciou a retenção de R$ 2,9 bilhões, segundo o primeiro relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do ano. A medida visa cumprir o limite de despesas previstas na nova regra fiscal do país e será feito nos gastos discricionários, ou seja, os não obrigatórios.
Segundo a ministra, havia avaliação entre especialistas de um bloqueio até dez vezes maior do que o anunciado pelas pastas da Fazenda e do Planejamento.
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“Quando fazemos o bloqueio, mostramos que, apesar de o nosso compromisso maior ser com o social, sabemos que não há crescimento sustentável fazendo dívidas”, ressaltou.
Tebet conversou com jornalistas após acompanhar o lançamento do livro de Lu Alckmin, esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin, em São Paulo.
A ministra ainda destacou que o bloqueio sinaliza o compromisso do governo com o lado fiscal, porém ressaltou que há preocupação com o aumento de despesas obrigatórias, sobretudo com a Previdência Social.
O assunto está sendo endereçado no Executivo com levantamentos para detectar possíveis fraudes e erros. “Vamos estar sempre de olho para que não tenha perda de arrecadação”, disse.
Receita bate recorde

Fotos: Reprodução Google
A Receita Federal tem sido destaque neste ano com sucessivos recordes na arrecadação. Em fevereiro, o Fisco registrou avanço de 12,27%, totalizando R$ 186,5 bilhões, o melhor período para o ano desde o início da série histórica, iniciada em 1995.
Em janeiro, a arrecadação há havia crescido 6,67%, a R$ 280,636 bilhões, o melhor resultado já registrado para todos os meses.
Os valores obtidos em fevereiro estão bem acima das previsões do mercado financeiro colhidas pelo Ministério da Fazenda em janeiro e colaboram com a meta do governo em zerar o déficit fiscal este ano.
Segundo a ministra, o resultado acima do esperado com a arrecadação reflete o aumento a expansão da economia brasileira. Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve alta de 2,9%, surpreendendo as expectativas do mercado.
O resultado foi puxado pelo desempenho do agronegócio, que teve avanço de 15,1%, bastante acima dos serviços (2,4%) e indústria (1,6%).
Segundo Tebet, o desempenho também é resultado da melhora do consumo das famílias sob efeito de políticas públicas que injetaram dinheiro na economia.
Para este ano, o governo federal já planeja crescimento menor do PIB, de 2,2%, segundo dados do Boletim Macrofiscal divulgado na quinta-feira, 21.
Para Tebet, o desempenho menor será efeito de maior distribuição da economia, com maior participação do investimento público através das obras de infraestruturas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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“A expectativa que temos é que o crescimento desse ano vai se dar de maneira mais pulverizada, vai ser fruto de fatores maiores do que só o agronegócio e o consumo da população”, afirma.
Fonte: com informações Portal CNN
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