A cantora Hilary Duff divulgou uma nova música depois de 10 anos, em que fala de se tocar enquanto assiste pornô. Listamos outras artistas que também se abriram sobre masturbação nas letras
Usar a música para falar de sexo é algo que acontece desde que o mundo é mundo. Mas, muito além de cantar sobre uma transa, algumas artistas reservaram esse espaço para falar da relação com a própria sexualidade e sobre se satisfazer sozinhas.
Ouvir grandes nomes falarem de se tocar — mesmo que de forma sutil, metafórica ou poética — ajuda a naturalizar a tão amada siririca como parte legítima da descoberta sexual, do autocuidado e da autonomia feminina. Marie Claire listou oito músicas de artistas mulheres em que a masturbação virou fonte de inspiração.
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Roommates - Hilary Duff
Depois de 10 anos, Hilary Duff voltou à carreira musical ao lançar o novo single, que fala abertamente sobre se masturbar enquanto diz: “I’m touching myself, looking at porn / Because you don’t even look my way no more.” Em tradução livre: “Estou me tocando, vendo pornografia / Porque você nem olha mais para mim”. Na música, ela aborda a situação de tentar se reconectar dentro de uma relação em que as duas pessoas parecem mais colegas de quarto do que um casal. A masturbação aparece para demonstrar a necessidade de ter que se satisfazer sozinha nesses momentos.
Heaven - Demi Lovato
Uma das músicas do álbum Holy Fvck, em que a cantora explorou suas raízes no rock, trata da sexualidade sob uma ótica contestadora. É que, em Heaven, Demi Lovato aborda a culpa cristã associada à masturbação, quando diz: “If pleasure's wrong, cast me out like a sinner / I found myself with my two little fingers.” Em tradução livre: “Se o prazer é errado, me expulse como uma pecadora / Me encontrei com meus dois dedinhos.” Além disso, usa a repetição da expressão “cut it off” (corte fora, em tradução livre), que faz referência ao versículo bíblico de Mateus 5:30 que fala “E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti”, lido como uma referência a masturbação.
P!nk - Fingers
Como o nome da música já insinua, a cantora fala de se tocar com os próprios dedos. Ela diz: “When it's late at night, and you're fast asleep / I let my fingers do the walking / I press record / I become a fiend, and no one else is watching / I let my fingers do the walking.” Em tradução livre: “Quando é tarde da noite e você está dormindo profundamente / Deixo meus dedos fazerem o trabalho / Aperto o rec, viro uma viciada / E ninguém mais está olhando / Eu deixo meus dedos fazerem o trabalho.” Ela descreve aquele momento que pode ser comum para muitas mulheres: estar no quarto entediada e sem conseguir dormir. No caso dela, isso acontece mesmo com o parceiro do lado.
Vou de Táxi - Angélica
O hit atemporal de Angélica falava de masturbação de forma bastante explícita para os anos 1990, e tocava livremente na televisão. Na música ela canta sem rodeios: “Mas no banho foi só me tocar / De repente lembrei do teu olhar.” A canção traz um tom mais romântico do que provocativo, mas nem por isso deixa de passar a mensagem: que lembra da pessoa amada enquanto se masturba no banho.
Sexxx Dreams - Lady Gaga
Lady Gaga fala sobre masturbação de forma direta, mas ao mesmo tempo cheia de fantasia. Quando canta: “When I lay in bed/ I touch myself and think of you / Last night/ Damn, you were in my sex dreams.” Em tradução livre: “E eu deito na cama e me toco pensando em você / Na noite passada, caramba, você estava nos meus sonhos eróticos.” No contexto da música, ela fala sobre transar com uma mulher comprometida, ligando erotismo e excitação à sensação de perigo e adrenalina de uma traição.
Kicks - FKA Twigs
Na música que faz parte do álbum de estreia LP1, FKA Twigs explora o encontro da satisfação em si mesma na ausência da pessoa amada. Ela diz: “Tell me, what do I do / When you're not here? / I get my kicks like you.” Em tradução livre: “Diga-me, o que eu faço quando você não está aqui?/ Eu me divirto como você.” O termo “kick” (chute, em tradução livre) é geralmente associado ao prazer e excitação. No bom português, é como se ela dissesse “Eu dou meus pulos”, provando que é capaz de se dar prazer sozinha.
Coisa mais bonita - Flaira Ferro
A cantora e compositora brasileira canta uma das letras mais explícitas da lista, em que fala sem pudor nenhum sobre a liberdade sexual feminina. Ela canta: “Não tem coisa mais bonita / Nem coisa mais poderosa / Do que uma mulher que brilha / Do que uma mulher que goza.” Em outro trecho é ainda mais clara: “Toda mulher que se toca / Instiga a auto estima / Estimula o botão / Mesmo que o mundo se choque / O clitóris é antídoto pra morte.” Aqui, ela desafia as imposições da sociedade sobre o prazer feminino e ecoa uma mensagem de incentivo para que mulheres tenham mais autonomia sobre o próprio desejo e o orgasmo. Ferro trata a masturbação de forma natural e celebra o ato de se tocar como parte essencial do bem-estar feminino.
She Bop - Cyndi Lauper
Lançada nos anos 1980, causou polêmica justamente por falar do tema sem culpa e com diversão. Na música ela brinca com os mitos populares que serviam para repreender as mulheres que “ousavam” se tocar: “They say I better stop or I'll go blind.” Em tradução livre: “Dizem que é melhor eu parar ou vou ficar cega.” Em outros trechos, Lauper reforça o tom de provocação: “I can't stop messin' with the danger zone” e “Ain't no law against it yet”. Ou seja: “Não consigo parar de mexer com a zona de perigo” e “Ainda não existe lei contra isso.” No refrão, ela usa a expressão “bop”, popularmente associada a pessoas que trocam de parceria com frequência. Ao cantar “She bop, he bop, we bop”, deixa claro que é algo que todo mundo pratica.
Fonte: Com informações Revista Marie Claire
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