18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 24/07/2024

Sangramento na gravidez: comum ou preocupante?

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Foto: Reprodução/Google

Sangramento na gravidez é normal ou preocupante?

Geralmente compreendido como um sinal de problema, inclusive de aborto espontâneo, o sangramento na gravidez é motivo de preocupação.

 

Sangramento na gravidez é normal ou preocupante?

 

No período de gestação, que leva em média 40 semanas, o ciclo menstrual é interrompido. Por isso, segundo a Dra. Zoila, o sangramento na gravidez não é considerado normal. Entretanto, no início, “pode haver um sangramento vaginal leve e escuro, devido à nidação” – o óvulo fertilizado se implanta no revestimento do útero.

 

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Muitas vezes, o sangramento não representa uma perda gestacional, principalmente se acontecer nas primeiras semanas da gravidez. Ele pode “estar associado às alterações na implantação da futura placenta”. Dependendo da fase, a mulher sente cólicas. “No segundo e terceiro trimestre, há contrações intermitentes, ou dor progressiva, assim como elevação da pressão, dor de cabeça e tonturas”, mas isso não é uma regra.

 

Embora nem sempre represente algo grave, o sangramento “é um sinal de alerta que deve ser comunicado ao profissional responsável pelo pré-natal”, pontua a médica. Então, seja um sangramento leve ou intermitente, procure seu médico o mais rápido possível.O que pode causar o sangramento na gravidez durante os trimestres?

 

É importante acompanhar a gravidez semana a semana para entendender as suas mudanças corporais e o desenvolvimento do bebê. Se o sangramento não foi ocasionado pela nidação, é preciso investigar sua origem e fazer o tratamento recomendado pelo médico. Abaixo, a Dra. Zoila explica as possíveis causas de sangramento em cada trimestre de gestação.

 

1º trimestre da gestação

 

 

No primeiro trimestre, período que compreende as 12 primeiras semanas de gestação, contadas a partir do primeiro dia do último período menstrual, “as causas mais comuns de sangramento, além da implantação do óvulo, são: gravidez ectópica, ou seja, fora do útero, geralmente localizada nas tubas uterinas; gravidez molar, uma condição mais rara que requer cuidados especializados durante todo o processo; e ameaça de aborto”. Essa fase é crucial para o desenvolvimento do feto e exige uma maior atenção à saúde da gravida. Por isso, tenha um acompanhamento médico.

 

2º trimestre da gestação

 

O segundo trimestre da gravidez acontece entre a 13ª a 28ª semana. Nesse período, muitas mudanças ocorrem, tanto no desenvolvimento fetal quanto no corpo da mulher. Geralmente, é a fase mais tranquilo da gravidez e o sangramento é menos comum. Porém, caso aconteça, ele pode estar associado à implantação baixa da placenta ou à ameaça de parto prematuro”. Portanto, fique atenta e consulte profissionais de saúde caso aconteça.

 

3º trimestre da gestação

 

 

O período entre a 29ª semana até o momento do parto é considerado a fase final da gravidez. A mulher e o bebê passam por mais mudanças físicas, além das emocionais. Assim, “no terceiro trimestre, o sangramento pode estar associado ao início de trabalho de parto, quando acontece de forma súbita”. Outra possível causa é uma “condição aguda e grave, que requer atendimento imediato, chamada de descolamento prematuro de placenta”.

 

Mesmo conhecendo as principais causas de sangramento, é preciso entender que cada gravidez é única, ou seja, o desenvolvimento do bebê e as experiências da mãe podem variar. Assim, mantenha um diálogo sincero com o médico e siga todas as recomendações.Tipos de sangramento
Assim como as causas, os tipos de sangramento no período gestacional variam – e todos eles precisam de atenção. Seja na coloração ou na intensidade do fluxo, o corpo envia sinais. Abaixo, acompanhe as explicações da Dra. Zoila:

 

Confira quais são eles, logo abaixo:

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Sangramento leve: pode ser causado por diversos fatores, entre eles, atividade sexual, aumento do fluxo sanguíneo para o colo do útero e irritação cervical. Costuma ser inofensivo, mas deve ser avaliado por um profissional.
Sangramento marrom: conhecido como sangramento de implantação, ou nidação, sua intensidade é “leve e de curta duração. Costuma ocorrer no início da gestação”.
Sangramento vermelho vivo: requer muita atenção, “principalmente se for constante e acompanhado de coágulos, pois pode estar associado ao risco de abortamento no primeiro trimestre da gestação”. Geralmente, a mulher sente cólicas abdominais.
Sangramento intermitente escuro: se ocorrer acompanhado de “dor pélvica no primeiro trimestre, pode estar associado à gravidez ectópica”. Caso seja indolor e se apresente por volta da “segunda metade da gravidez, pode estar relacionado à placenta prévia, que se encontra próximo ao orifício cervical”.

 
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Sangramento agudo: de início súbito e abundante, “associado principalmente às dores abdominais na segunda metade da gravidez, pode estar relacionado ao descolamento prematuro de placenta”.
Sangramento associado a muco: geralmente acompanhado por contrações uterinas, ocorre “principalmente a partir das 37ª semanas de gravidez. Pode indicar o início de trabalho de parto”.
Independentemente do tipo de sangramento, a Dra. Zoila reforça que é importante procurar ajuda médica. Se a causa for detectada no início, fica mais fácil evitar complicações e infecções no trato genital. 

 

Fonte: com informações do Portal Dicas de Mulher

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