Esse padrão aumenta o arrependimento por pequenos sacrifícios do dia a dia e alimenta o ciclo de estresse, sentimentos negativos e queda da satisfação com a própria vida.
Pode até soar como clichê motivacional, mas gostar de si mesmo não é luxo, é biologia aplicada ao bem-estar. Autoestima alta e amor próprio consistente funcionam como amortecedores emocionais: protegem a saúde mental, ajudam no enfrentamento do estresse e influenciam até a forma como encaramos os desafios cotidianos.
Mas o que exatamente significa autoestima? Na prática, é o conjunto de percepções, sentimentos e julgamentos que fazemos sobre nosso próprio valor. É a capacidade de reconhecer qualidades, celebrar conquistas e manter uma imagem interna de competência — mesmo quando a vida aperta. Quando ela está abalada, surgem efeitos em cascata: humor negativo, sensação de de incapacidade, retraimento social e maior vulnerabilidade a quadros como ansiedade e depressão.
A ciência também ajuda a entender o impacto disso nas relações. Pesquisas mostram que pessoas com baixa autoestima tendem a se
sentir menos seguras nos vínculos afetivos e duvidam mais do apoio que recebem. Esse padrão aumenta o arrependimento por pequenos sacrifícios do dia a dia e alimenta o ciclo de estresse, sentimentos negativos e queda da satisfação com a própria vida.
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Como desenvolver mais autoestima

Foto: Reprodução/Google
O processo não é simples nem rápido. A autoestima se forma ao longo da vida, influenciada por experiências, modelos familiares e traços pessoais. Muitas vezes, contar com acompanhamento psicológico é fundamental para entender raízes profundas do problema. Ainda assim, algumas estratégias práticas ajudam a construir — ou reconstruir — essa percepção interna de valor.
1. Invista em autoconhecimento
Listar o que você tem de melhor, que é passível de ser amado, não é exercício de vaidade, é treino de autopercepção. Uma forma simples de começar é colocar no papel ao menos 20 qualidades pessoais. Vale tudo, menos características ligadas ao desempenho profissional: o objetivo é enxergar quem você é além do trabalho. Outra opção é recorrer a alguém de confiança e pedir uma análise honesta das suas forças. Essa devolutiva externa ajuda a enxergar ângulos que você mesmo ignora.
2. Pratique mindfulness
A habilidade de permanecer no presente — sem críticas, sem ruminações — tem efeito real na forma como nos percebemos. Pesquisas mostram que até treinos curtos de atenção plena já provocam um aumento mensurável na autoestima. É como se a mente ganhasse espaço para respirar entre pensamentos automáticos e narrativas negativas. A prática pode ser feita em poucos minutos por dia, com exercícios simples de respiração e foco.
Fonte: com informações Viva Bem
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