A obra propõe uma abordagem científica e prática sobre uma das inteligências mais complexas do ser humano, reconhecida pelo criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, Howard Gardner
A auditora e pesquisadora Flávia Ceccato Rodrigues da Cunha, membro do CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, apresenta seu novo livro “Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações”, resultado de anos de estudo interdisciplinar sobre um tema que ganha relevância em tempos de aceleração tecnológica e crise de sentido.
A obra parte de um conceito criado por Howard Gardner, psicólogo cognitivo de Harvard e autor da Teoria das Inteligências Múltiplas, que descreveu a inteligência existencial como a capacidade de refletir sobre questões profundas da vida. Apesar de reconhecida há décadas, essa dimensão da mente humana permaneceu pouco explorada pela ciência.
“A inteligência existencial é uma bússola para manter o equilíbrio emocional e a clareza mental. Ela é um grau de desenvolvimento da metacognição, a capacidade de monitorar, analisar e autorregular seus próprios processos cognitivos, emocionais e conscienciais”, explica Flávia Ceccato. “Essa inteligência vai além das habilidades tradicionais: ela integra as experiências existenciais às ações práticas da vida cotidiana.”
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Uma obra que une ciência e humanismo

Auditora do Tribunal de Contas da União (TCU), Flávia Ceccato construiu uma trajetória marcada pela intersecção entre razão e sensibilidade. Formada em Arquitetura e Urbanismo e Física, mestre em Regulação e Gestão de Negócios, e especialista em Autismo e Ensino de Astronomia, ela combina conhecimento técnico com um olhar humanista.
Com diagnóstico de superdotação profunda, é membro de sociedades internacionais de alto QI como Mensa, ISPE e Intertel, e atua no CPAH em pesquisas voltadas ao desenvolvimento humano e à neurociência aplicada. O livro busca traduzir a inteligência existencial para um campo acessível e mensurável, propondo critérios objetivos, instrumentos de avaliação e novos caminhos de investigação neurocientífica. O próprio Howard Gardner comentou a publicação, afirmando:

Fotos: Divulgação
“Seu relato da minha visão sobre inteligência existencial é preciso. E sua análise de como outros abordaram a questão das inteligências existencial, espiritual e filosófica é oportuna e bem-vinda.”Flávia Ceccato, que foi recentemente premiada durante a celebração do 8º Dia de Fundação do Grupo de Empresas Eudoxia, na Índia, com o Prêmio Golden Fellow, começou a escrever o livro durante a pandemia de Covid-19, período que, segundo ela, evidenciou a urgência de reconectar o ser humano ao sentido da existência.
“Foi um tempo em que o mundo inteiro foi confrontado com o medo, a perda e a incerteza. E percebi que a inteligência existencial poderia ser uma ferramenta poderosa de resiliência e de reconstrução emocional”, explica. “As pessoas precisam ser preparadas para a vida como se dedicam, por exemplo, a se preparar para o mercado de trabalho. Isso significa aprender a lidar com o desconhecido, o sofrimento e as questões fundamentais da existência”, reforça Flávia Ceccato.
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