Entre os destaques da lista deste ano estão a atleta brasileira Rebeca Andrade, campeã olímpica e mundial de ginástica artística
A lista “100 Mulheres 2024” da BBC celebra mulheres influentes de todo o mundo que têm se destacado em áreas como esportes, política, ciência, artes e ativismo. Este projeto anual, iniciado em 2013, visa reconhecer figuras femininas inspiradoras e trazer visibilidade a questões sociais, culturais e políticas.
Entre os destaques da lista deste ano estão a atleta brasileira Rebeca Andrade, campeã olímpica e mundial de ginástica artística, e Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas do Brasil, conhecida por sua defesa pelos direitos indígenas e preservação ambiental. A lista também inclui mulheres de diversas origens, como Maryam Al-Khawaja, ativista pelos direitos humanos no Bahrein, e Aitana Bonmatí, futebolista espanhola vencedora do prêmio Bola de Ouro.
Além dos nomes, a iniciativa da BBC aborda questões como a representatividade das mulheres em posições de poder e desafios enfrentados por elas globalmente, como direitos reprodutivos, igualdade de gênero e mudanças climáticas. Entre as destacadas, estão:
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Rebeca Andrade (Brasil)
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A ginasta de 25 anos, nascida em uma família com sete irmãos na cidade de Guarulhos, periferia de São Paulo, percorria longas distâncias a pé para frequentar os treinos nos arredores da capital paulista. Os custos ficavam por conta da mãe solo que trabalhava como faxineira. Além da infância pobre, Rebeca enfrentou três cirurgias graves no joelho. O veículo britânico ressaltou ainda a reverência à Rebeca feita pelas ginastas norte-americanas Simone Biles e Jordan Chiles, quando a brasileira foi ouro no solo em Paris, e também o fato de Rebeca valorizar a psicologia no esporte com uma das ferramentas no alto desempenho.
“Ser resiliente está relacionado à forma como lidamos com as coisas que acontecem com a gente, e a ajudar minhas colegas de equipe a ver o lado bom mesmo quando as coisas estão muito ruins”, declara Rebeca.Rebeca é a ginasta mais condecorada da América Latina, com medalhas olímpicas e mundiais. Ela é a primeira brasileira a conquistar medalhas em todos os aparelhos do Campeonato Mundial, além de liderar a equipe brasileira ao pódio em competições históricas. Rebeca também é símbolo de superação após três cirurgias no joelho e desafios socioeconômicos.
Gisele Pelicot (França)
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Gisele se tornou uma voz importante no combate à violência sexual após revelar ser vítima de estupro coletivo, rompendo tabus e desafiando estigmas sobre vítimas. Sua coragem inspirou mudanças nas discussões sobre cultura do estupro e direitos das mulheres.
Raye (Reino Unido)
A cantora e compositora britânica Raye destacou-se com músicas que abordam temas como empoderamento e vulnerabilidade emocional. Ela é símbolo de inovação na indústria musical, assumindo o controle criativo de sua carreira após deixar uma gravadora tradicional.
Lourdes Barreto (Brasil)

Principal força por trás de muitas campanhas, Lourdes Barreto passou a vida defendendo melhores direitos para as profissionais do sexo no Brasil.Ela iniciou seu ativismo em Belém do Pará, na região amazônica, e cofundou a Rede Brasileira de Prostitutas na década de 1980. Um dos primeiros movimentos organizados de profissionais do sexo na América Latina.
Barreto, que agora está na casa dos 80 anos, vem desafiando o preconceito há décadas.Ela foi fundamental no estabelecimento de políticas de prevenção do HIV, vírus causador da Aids, no país, e fez campanha para evitar a disseminação do vírus entre as comunidades garimpeiras. Em 2023, ela publicou sua autobiografia.“Que nossas histórias sejam valorizadas e não silenciadas. O papel da mulher no mundo, com sua imensa capacidade de sonhar, de realizar, de pensar, de mudar a sociedade”, afirmou ela.
Pooja Sharma (Índia)
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Ativista e líder comunitária, Pooja defende os direitos das mulheres em áreas rurais da Índia, especialmente no combate à violência de gênero e casamento infantil.
Nádia Murad (Iraque)
Sobrevivente yazidi do Estado Islâmico, Nádia é uma voz global pelos direitos das mulheres e sobreviventes de genocídio. Ela é ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por seu ativismo.
Silvana Santos (Brasil)
A bióloga Silvana Santos atribui sua descoberta pioneira no campo da genética inteiramente ao acaso — ela conheceu uma família com uma doença desconhecida na própria rua onde morava.Isso deu origem à pesquisa que a levou a identificar a síndrome de Spoan (acrônimo em inglês para “paraplegia espástica, atrofia óptica e neuropatia”) no nordeste do Brasil, uma doença neurodegenerativa genética rara que causa paralisia progressiva.
Nos 20 anos desde que começou sua pesquisa na cidade de Serrinha dos Pintos, Santos ajudou moradores afetados pela doença a obter um diagnóstico crucial.Ela estuda a ocorrência de doenças genéticas raras e sua relação com casamentos entre pessoas com parentesco próximo em áreas pobres do Brasil rural.“Como demonstramos o poder da resiliência? Percebendo que a vida é um ciclo. Na seca tórrida, nós apenas sobrevivemos. Na estação chuvosa, florescemos e produzimos frutos”, resumiu Santos.
Nejla Isik (Turquia)
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Nejla é uma defensora dos direitos das mulheres na Turquia, especialmente em contextos de migração e refúgio, destacando-se como ativista por inclusão e igualdade de oportunidades.
Cristina Rivera Garza (México)
Fotos: Reprodução
Escritora renomada, Cristina é conhecida por obras que exploram temas como feminismo, violência de gênero e memória histórica, inspirando discussões literárias e sociais.A lista 100 Mulheres 2024 da BBC reforça a importância da representatividade e da luta por igualdade em diversas áreas. Mulheres como Rebeca Andrade, Gisele Pelicot, Nádia Murad, e outras destacadas neste ano inspiram não apenas pelo impacto em suas respectivas áreas, mas também pela coragem em enfrentar adversidades e desafiar estruturas injustas.
Iniciativas como o portal Mulher Amazônica e o Ela Podcast idealizados por Maria Santana, desempenham um papel crucial no apoio a essas e tantas outras mulheres. Com foco no Brasil, no Amazonas e no mundo, o projeto incentiva a coragem, a resiliência e a continuidade da luta pelos direitos humanos e de gênero.
A plataforma cria um espaço de fortalecimento e diálogo, promovendo a visibilidade das histórias e a união para avanços sociais. É por meio de ações coletivas como essas que o legado dessas mulheres encontra eco em outras, gerando uma rede de empoderamento e transformação.
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