Dispositivo apreendido pela Polícia Federal em operação na casa do ex-presidente armazenava catálogos e certificados
Em uma operação da Polícia Federal realizada no último dia 18, na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), agentes encontraram um pen drive escondido no banheiro do quarto do ex-mandatário. Após perícia, foi constatado que o dispositivo continha arquivos relacionados a uma empresa administrada por um de seus aliados.
Os arquivos pertenciam à Medicalfix, empresa sediada em Santa Rita do Passa Quatro (SP), especializada na produção de equipamentos cirúrgicos e odontológicos. O responsável pela empresa é o dentista Mário Roberto Perussi, que já apareceu publicamente ao lado de Bolsonaro e de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em eventos recentes.
De acordo com os peritos da PF, a maior parte do conteúdo havia sido apagada e não pôde ser recuperada. O que restou no pen drive eram arquivos em PDF, com catálogos de produtos da empresa, como brocas cirúrgicas, sistemas de fixação rígida, materiais para fechamento craniano e dispositivos voltados para a área crânio-bucomaxilofacial.
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Foto: Reprodução/Google
Além dos catálogos, também foi encontrado um certificado de boas práticas emitido pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, atestando a conformidade sanitária da empresa. A Polícia Federal concluiu que o material armazenado no dispositivo não tinha relevância criminal ou investigativa e, por isso, não foi incluído no relatório que resultou no indiciamento de Bolsonaro e Eduardo em outras frentes investigativas.
A relação entre Bolsonaro e Perussi não é recente. Em agosto do ano passado, os dois participaram de um café da manhã, registrado nas redes sociais do empresário, onde discutiram a competitividade das empresas nacionais diante da importação de maquinário estrangeiro. Segundo Perussi, o encontro abordou ainda propostas para revisar a legislação tributária visando apoiar o setor produtivo nacional.
Apesar da curiosidade gerada pela presença do pen drive na casa do ex-presidente, o episódio foi classificado como secundário no escopo das investigações mais amplas conduzidas pela PF.
Fonte: com informações do Terra
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