Brasil está sob pressão de países participantes preocupados com a falta de infraestrutura hoteleira e altos custos de hospedagem em Belém (PA), cidade-sede escolhida pela sua proximidade com a floresta amazônica.
Faltando pouco mais de três meses para a realização da COP30 — a conferência climática da ONU que colocará a Amazônia no centro das discussões globais —, o Brasil está sob pressão de países participantes preocupados com a falta de infraestrutura hoteleira e altos custos de hospedagem em Belém (PA), cidade-sede escolhida pela sua proximidade com a floresta amazônica.
Críticas e Preocupações
Delegações internacionais vêm manifestando apreensão quanto à capacidade da capital paraense de receber milhares de participantes, incluindo chefes de Estado, diplomatas, especialistas, jornalistas e representantes de ONGs. Entre as queixas, destacam-se:
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• Escassez de quartos disponíveis nos hotéis da cidade.
• Valores elevados de diárias, considerados acima da média por visitantes internacionais.
• Limitações na infraestrutura turística, como transporte e serviços de apoio.
O secretariado da ONU que colabora na organização da cúpula havia marcado para esta quinta-feira uma reunião para discutir soluções, mas o encontro foi adiado sem nova data definida.
Posição Oficial do Brasil

Em uma carta de 19 páginas enviada pelo governo brasileiro a países-membros da ONU que participarão da conferência — e obtida pela Bloomberg News —, os organizadores rejeitaram qualquer possibilidade de mudança de local.
“Não haverá local alternativo, pois a COP30 não será transferida de Belém”, afirma o documento.
O texto assegura que a cidade possui leitos suficientes para todos os participantes esperados e que o governo trabalha para ampliar soluções de hospedagem temporária.
Por que Belém?
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Fotos: Reprodução/Google
A escolha de Belém como sede foi estratégica e simbólica: levar os debates sobre o clima para dentro da Amazônia, aproximando as discussões de comunidades diretamente afetadas pelas mudanças climáticas. O local representa um marco político e ambiental para o Brasil, que busca protagonismo nas negociações globais sobre redução de emissões e preservação florestal.
Preparativos e Expectativas
A COP30 deverá reunir cerca de 50 mil pessoas entre 10 e 21 de novembro de 2025. O governo federal, em parceria com o estado do Pará e a prefeitura de Belém, investe em:
• Ampliação de hospedagem temporária, incluindo cruzeiros e navios-hotel.
• Melhoria na mobilidade urbana, com transporte coletivo e rotas dedicadas para delegações.
• Infraestrutura digital e de segurança para atender à magnitude do evento.
Impacto Econômico e Político
Apesar das críticas, autoridades brasileiras destacam que sediar a COP30 na Amazônia reforça o compromisso do país com a agenda climática e pode gerar benefícios econômicos duradouros, impulsionando o turismo e fortalecendo a imagem do Brasil como defensor da preservação ambiental. “A COP30 será histórica. É o momento da Amazônia falar por si, no coração da floresta, para o mundo inteiro ouvir”, disse um integrante da organização local.
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