Em Manaus, conforme dados apresentados pela subsecretária na Semasc (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania), Graça Prola, os números sobre a violência contra a mulher seguejm os índices alarmantes do país.
Maria Santana Souza - A violência contra a mulher passou a causar forte impacto na sociedade, a partir dos novos meios de comunicação, que estão sendo utilizados como veículo de denúncia e enfrentamento. Não é possível dizer que a violência de gênero aumentou, mas é seguro afirmar que a denúncia trouxe à tona um problema até então enfrentado no silêncio do lar.
O grito contra a violência vem sendo ouvido através dos meios criados pela internet ou por instrumentos proporcionados pelo Estado e pela sociedade civil e vem na esteira do arcabouço jurídico resultante da luta feminista e da mobilização social.
No Amazonas, em 2024, a Central de Antendimento à Mulher - Ligue 180 registrou 16.451 atendimentos, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Houve também um aumento de 23,7% no número de denúncias contra a violência à mulher, totalizando 2.622 casos. 1.585 foram apresentadas pelas próprias vítimas e 1.035 foram por terceiros. 1.085 dos casos de violência ocorreram na casa das vítimas.
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Em Manaus, conforme dados apresentados pela subsecretária na Semasc (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania), Graça Prola, os números sobre a violência contra a mulher seguejm os índices alarmantes do país. Usando como fonte a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), a subsecretária apresentou em um programa de televisão os seguintes números:
26.934 notificações de violência contra mulher, em 2025.
Crimes com maior incidência
Injúria - 7.540
Ameaça - 6.953
Lesão corporal - 5.409
Perseguição (stalking) - 1.183/2.639
Descumprimento de medida de urgência - 808
Dano - 437
Violação de domicílio - 325
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As Zonas Norte e Leste, mais populosas, dominam a procedência dos casos.
A violência contra a mulher ocorre numa capital com maioria populacional feminina: 51,60%.
A maioria das vítimas tem entre 35 e 64 anos e tem ensino médio incompleto.
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Esses são dados oficiais da segurança pública e não há hipótese quanto às subnotificações, mas é possível imaginar que os números estão longes de representarem a realidade. Muitas mulheres não denunciam a violência, por razões que só as mulheres conhecem e entendem. No entanto, é preciso medidas mais amplas do poder público e da sociedade para combater esse quadro degradante.

O Portal Mulher Amazônica tem insistido em apresentar aos candidatos e candidatas ao governo do Amazonas propostas para aumentar e melhorar o atendimento às mulheres. Seguiremos esse caminho.
Maria Santana Souza é empresária, jornalista, bacharel em Direito e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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