As Nações Unidas estão lançando esta terça-feira dois planos de resposta para o Afeganistão, com o objetivo de fazer chegar ajuda vital para 28 milhões de civis do país
As Nações Unidas estão lançando esta terça-feira dois planos de resposta para o Afeganistão, com o objetivo de fazer chegar ajuda vital para 28 milhões de civis do país.
A meta é entregar assistência para 22 milhões de pessoas que estão em território afegão e 5,7 milhões de desalojados acolhidos por cinco países vizinhos.
A ONU está pedindo um financiamento internacional de US$ 5 bilhões para os planos de resposta humanitária e de apoio aos refugiados.
Veja também

Tesouro romano é encontrado na Espanha graças a um texugo
O Plano de Resposta Humanitária para o Afeganistão busca US$ 4,44 bilhões, o maior apelo humanitário já feito na história.
Já o Plano Regional de Resposta à Situação dos Refugiados do Afeganistão está pedindo US$ 623 milhões em prol de várias entidades que prestam apoio aos civis nesta situação.
.jpg)
Afeganistão lidera a lista das maiores crises a serem apoiadas pela ONU
Foto: PMA/Arete/Andrew Quilty / Reprodução
Metade da população com fome
.jpg)
Neve encobre a área onde fica a sede do Ocha em Cabul, no Afeganistã
Foto: OCHA/Pierre Peron / Reprodução
A Organização lembra que o Afeganistão enfrenta uma das crises humanitárias que cresce mais rapidamente no mundo. Metade da população do país enfrenta fome aguda, mais de 9 milhões de pessoas estão desalojadas e milhões de crianças estão fora da escola.
Além disso, os direitos fundamentais de mulheres e de meninas estão sob ataque, os agricultores sofrem com os efeitos de uma das piores secas em décadas e a economia está em “declínio”, na avaliação do Escritório da ONU para a Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.
Medo e violência
.jpg)
Menina recebe tratamento por desnutrição severa em Herat, Afeganistão.
Foto: UNICEF / Reprodução
Sem apoio, milhares de crianças correm o risco de morrerem desnutridas, especialmente porque os serviços de saúde entraram em colapso.
As agências da ONU destacam que apesar da diminuição do conflito, “a violência, o medo e a privação continuam a levar muitos afegãos a buscar abrigo e segurança além das fronteiras, especialmente no Irã e Paquistão.”
Mais de 2,2 milhões de refugiados registrados e um adicional de 4 milhões de afegãos com diferentes estatutos foram acolhidos por países vizinhos. Com isso, as comunidades que os hospedam também precisam de apoio, já que seus recursos estão atingindo o limite.
Evitar catástrofe
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, afirmou que os “eventos ocorridos no Afeganistão no último ano aconteceram com enorme rapidez e com consequências sérias” para a população.
Griffiths, que fará o lançamento do apelo financeiro, disse ainda que o mundo “está perplexo e buscando a melhor maneira de reagir”, enquanto acontece una completa catástrofe humanitária.
O subsecretário-geral da ONU faz um apelo para que ninguém “feche as portas ao povo do Afeganistão”, especialmente quando os parceiros humanitários estão no terreno entregando ajuda, apesar dos desafios.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
Já o alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, está pedindo à comunidade internacional para “fazer todo o possível para evitar uma catástrofe no Afeganistão” e ajudar a ampliar a resposta em apoio aos refugiados e às comunidades que os acolhem.
Fonte: Portal ONU NEWS
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.