17 de Maio de 2026

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Diversidade - 08/01/2024

O que você precisa saber sobre diversidade de gênero para criar um ambiente mais justo

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Foto: Reprodução/Google

É uma mobilização histórica de movimentos feministas, que foram conquistando espaço aos poucos

Mesmo com a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, ainda existem muitos obstáculos para a diversidade de gênero nas empresas. Salários desiguais, poucos cargos de liderança, assédio, preconceito contra mães e falta de oportunidades em determinadas áreas são apenas alguns dos desafios que as mulheres enfrentam no cotidiano. Aliás, essa luta não vem de hoje.

 

É uma mobilização histórica de movimentos feministas, que foram conquistando espaço aos poucos. O direito de participar em decisões políticas, trabalhar sem a permissão do marido e ocupar determinadas funções chegou para as mulheres brasileiras apenas no século passado. Mesmo assim, ainda há um longo caminho pela frente, principalmente quando falamos de mulheres negras, por exemplo.

 

Quer entender como construir empresas comprometidas com a superação dessas desigualdades? A seguir, vamos explicar o que é diversidade de gênero, aprofundar sua importância e dar dicas práticas para promover a equidade. Boa leitura!

 

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O que é diversidade de gênero?

 

 

A diversidade de gênero busca a paridade entre homens, mulheres e pessoas de outras identidades nas organizações e nos cargos de liderança. A inclusão das mulheres no mercado de trabalho formal é uma conquista do movimento feminista. Mas ainda não foi suficiente para diminuir as lacunas que existem em comparação com os homens.

 

Atualmente, as brasileiras ganham, em média, 77% do salário masculino para exercer as mesmas funções, segundo o IBGE. Além disso, elas ocupam apenas 37,4% das funções gerenciais, mesmo sendo mais da metade da população brasileira.A situação fica ainda mais grave quando abordamos a intersecção entre raça e gênero. De acordo com o IBGE, mulheres negras recebem 57% menos do que homens brancos e 42% menos que mulheres brancas.

 

Ao mesmo tempo, gênero não é apenas um sinônimo para “mulheres”. Quando falamos sobre esse tipo de diversidade, é importante que elas sejam incluídas (tanto cis quanto trans). Mas sem esquecer de outros grupos, como pessoas não-binárias e homens trans, que sofrem formas específicas de preconceito por causa de suas identidades de gênero.

 

 

Hoje, grande parte da população trans está excluída do mercado de trabalho formal por causa disso. Infelizmente, ainda existem poucas estatísticas oficiais sobre emprego e renda para esse grupo. Mesmo assim, uma pesquisa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, por exemplo, mostrou que apenas 27% das pessoas entrevistadas têm emprego com carteira de trabalho assinada.Importância da diversidade de gênero

 

Como você viu, as lacunas de gênero estão bastante presentes no mercado de trabalho e, inclusive, foram agravadas pela pandemia do Covid-19. Um relatório do Fórum Econômico Mundial indica que a crise gerada pela doença atrasou em 136 anos a paridade entre homens e mulheres no mundo. Em 2020, antes da pandemia, a previsão era que a igualdade fosse alcançada em 99 anos.

 

Outra pesquisa da Organização Internacional para o Trabalho (OIT) aponta que 4 milhões de mulheres ainda não conseguiram retornar para o mercado de trabalho após a pandemia. Esses indicadores mostram como a desigualdade impacta na vida das mulheres. E porque é importante que as empresas atuem para combatê-la.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Na prática, empresas preocupadas com a diversidade de gênero conseguem construir uma cultura organizacional com mais respeito e melhores condições de trabalho. Nesses espaços, há maior retenção de talentos, mais produtividade e equipes mais criativas. Pois conseguem agregar diferentes vivências dentro de um mesmo time. Essas conclusões são do relatório Women in Business and Management: The Business Case for Change (Mulheres nos Negócios e Gestão: O Case de Negócios para a Mudança), produzido em 2019 pela OIT.

 
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Outra vantagem é que essas organizações têm maior lucratividade. De acordo com uma análise do banco Credit Suisse, empresas com pelo menos uma mulher entre os executivos são, em média, 26% mais produtivas do que aquelas que não tem nenhuma. 

 

Fonte: com informações do Portal Singue

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