17 de Maio de 2026

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Diversidade - 30/04/2024

Diversidade é palavra feminina

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Foto: Reprodução/Google

Caroline Bispo é cofundadora e diretora da Associação Elas Existem -Mulheres Encarceradas, uma organização que trabalha em prol das mulheres cis e trans privadas de liberdade no sistema penitenciário e de adolescentes cis e trans do sistema socioeducativo feminino.

 

É com base nesse seu trabalho que Caroline compartilha da ideia de que, quando os movimentos feministas escolhem como tema a luta “pela vida das mulheres”, é preciso reconhecer que somos muitas, diversas e, portanto, é preciso um olhar interseccional para as lutas.

 

Isso significa dar cara e corpo a marcadores sociais como raça, etnia, gênero, sexualidade e pessoas com deficiência. Sendo diversas, é com o reconhecimento da diversidade como potência feminina que se combate o machismo.

 

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Caroline é uma de três mulheres a compartilhar ao Programa Itaú Social UNICEF os desafios de enfrentar as discriminações estruturais que atingem as diversas mulheres que trabalham em organizações da sociedade civil (OSC) que promovem educação integral e inclusiva de crianças e adolescentes.

 

Diante desse cenário, o ponto de partida é refletir sobre as próprias práticas e formar as equipes para a compreensão da diversidade e do enfrentamento às opressões.Enfrentar o machismo nas OSCs e nas escolasPara a professora e mestre em educação Débora Almeida de Souza, coordenadora da Comissão de Educação em Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Educação de Vitória/ES, todas as pessoas, inclusive profissionais que se dedicam a enfrentar o machismo e outras opressões, têm que desconstruir percepções e ideias que estão estabelecidas socialmente.

 

Ela afirma que “é preciso que a escola também olhe para dentro e ressignifique práticas cotidianas que sustentam o pensamento e comportamentos machistas”, e compartilha algumas perguntas, pontos de partida para uma reflexão:

 

O que as paredes informam e formam sobre o que se compreende por feminino e masculino, como por exemplo símbolos que identificam os banheiros de meninos e meninas?

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Como a quadra é compartilhada entre meninos e meninas?

 

Desde a educação infantil, como são organizados os brinquedos e brincadeiras?
O que é dialogado na sala dos professores sobre os papéis femininos e masculinos?

 
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O contexto atual requer muito compromisso e habilidade por parte da escola no que se refere a inserir o debate de questões de gênero. Diante da proibição desse debate nas escolas e da crescente confusão de associar o debate de gênero à ideologia de gênero, expressão defendida pelo movimento conservador escola sem partido, somos confrontados/as com o alarmante aumento de violências praticadas contra mulheres, população LGBTQIA+ e população negra.” 

 

Fonte: com informações Cenpec

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