Há muitos termos que usamos no cotidiano, às vezes sem saber, que precisam sair do nosso vocabulário. Conheça alguns deles
Palavras ou termos que usamos no dia a dia muitas vezes podem — ainda que não tenhamos essa intenção — reproduzir discursos preconceituosos ou racistas.
A questão toda está na origem das expressões, e no valor histórico que elas carregam. Conheça o significado por trás de algumas das que você deveria banir do seu vocabulário:
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1. Mulata

Muitas pessoas ainda usam esse termo carregado de racismo para se referir a uma pessoa descendente de brancos e negros. A origem etimológica mais aceita é a do latim mulus, que se refere a um “animal híbrido, estéril, produto do cruzamento do cavalo com a jumenta, ou da égua com o jumento”. Os espanhóis passaram a usar o termo “mulato” para designar um mulo jovem e, por essa analogia com o caráter mestiço do animal, passaram a chamar filhos e filhas de brancos (muitas vezes, senhores de escravos que estupravam as mulheres escravizadas) com negras, ou vice-versa. Há quem defenda também que a palavra deriva do árabe muwallad, usado para designar filhos de muçulmanos com pessoas que não praticavam a fé do Islã.
2. Da cor do pecado

É uma expressão não rara usada para descrever a cor de pele negra e repetida por pessoas brancas como elogio. O problema é que ela propaga a ideia de que essa cor de pele é algo pecaminoso, e sexualiza o corpo negro.
3. Denegrir

Na definição do dicionário Michaelis, denegrir é “ficar ou fazer ficar escuro, ou manchar a reputação”. Por atribuir um caráter negativo a algo que seja negro, pode ser considerado racista e ofensivo. Pode ser substituída por difamar ou caluniar.
4. Inveja branca

Outro termo racista, indicaria que se trata de uma inveja “boa”, que não deseja o mal. Na prática, porém, reforça a ideia de que a cor branca é algo positivo, puro, inocente.
5. Judiar

Fotos: Reprodução/Google
Usada como sinônimo de maltratar, faz referência ao sofrimento que os judeus sofreram no Holocausto. Por isso, é considerada uma referência ao ódio contra esse povo. O melhor é optar pelo sinônimo.
6. Homossexualismo
O sufixo “ismo” é usado na língua portuguesa para identificar doenças. Como sabemos, a orientação sexual de uma pessoa não é uma anormalidade, portanto, o correto é usar a palavra homossexualidade.
7. Retardado
Usar a palavra com a intenção de dizer que alguém não é inteligente ou para se referir a uma pessoa com algum tipo de deficiência mental reforça a discriminação de pessoas com deficiência, além de ser pejorativo.
Fonte: Com informações Revista Galileu
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