02 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 07/03/2024

Narges Mohammadi: quem é a vencedora do Nobel da Paz, que está presa pela 13ª vez no Irã

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Foto: Reprodução

O comitê da premiação mais importante do mundo elogiou a luta de Mohammadi

A ativista iraniana de direitos humanos Narges Mohammadi foi anunciada vencedora do Prêmio Nobel da Paz no ano passado, 2023.

 

O comitê da premiação mais importante do mundo elogiou a luta de Mohammadi, de 51 anos, contra a opressão das mulheres no país islâmico. Mohammadi atualmente cumpre pena de 10 anos na famosa prisão de Evin, em Teerã.

 

Em 2022, o prêmio foi para o grupo russo de direitos humanos Memorial, para o Centro para as Liberdades Civis da Ucrânia e para o defensor dos direitos humanos bielorrusso Ales Bialiatski.Os nomes dos indicados são mantidos em segredo, mas mais de 350 pessoas e grupos estavam concorrendo neste ano.

 

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Narges Mohammadi, ativista da luta por direitos da mulher no Irã, ganha o  Prêmio Nobel da Paz


A luta de Mohammadi teve um “tremendo custo pessoal”, disse a presidente do comitê do prêmio Nobel, Berit Reiss-Andersen.Na cerimônia nesta sexta-feira, em Oslo, Reiss-Andersen começou seu discurso com as palavras “mulher – vida – liberdade”, em referência ao lema dos recentes protestos em massa que varreram o Irã.

 

Ela prosseguiu descrevendo o prêmio como um reconhecimento às centenas de milhares de iranianas e iranianos que se manifestaram no ano passado contra “as políticas de discriminação e opressão do regime teocrático contra as mulheres” – um movimento liderado, segundo ela, pela nova ganhadora do prêmio Nobel.

 

Milhões de iranianos devem aplaudir este prêmio junto a ativistas dos direitos humanos em todo o mundo. A decisão do comitê Nobel também envia um sinal muito forte de desaprovação às autoridades iranianas.

 

Na cerimônia, Reiss-Andersen também instou o Irã a libertar Mohammadi da prisão para que ela pudesse participar na cerimônia de entrega do prêmio, marcada para dezembro.

 

“Se as autoridades iranianas tomarem a decisão certa, irão libertá-la para que possa estar presente para receber esta honra, que é o que esperamos principalmente.”

 

Mas é altamente improvável que a ativista consiga realmente receber o prêmio pessoalmente. A ONU disse que o prêmio destacou “a coragem e a determinação das mulheres do Irã e como elas são uma inspiração para o mundo”.

 

Detida 13 vezes


Narges Mohammadi é ativista e vice-líder do Centro de Defensores dos Direitos Humanos, fundado pela também ganhadora do Nobel Shirin Ebadi.

 

Em declarações à BBC em 2020, Mohammadi explicou porque se dedicava à promoção dos direitos das mulheres no Irã.

 

“Na minha opinião, apoiar os esforços e ações de direitos humanos que visam alcançar a liberdade e a justiça em qualquer lugar, seja no Irã ou em outro país, é muito importante e muito tocante”, disse.

 

Ela afirmou que seu foco estava na criação de uma instituição que garanta direitos às pessoas.

 

Vencedora do Nobel da Paz relata ao mundo os horrores que testemunha na  prisão em Teerã

Fotos: Reprodução Google

 

"Se os nossos esforços no Irã, juntamente com todo o reconhecimento e apoio de fora do Irã, conduzirem à criação de um órgão que garanta os direitos em qualquer sociedade, incluindo o Irã, podemos dizer que seremos capazes de resolver problemas relacionados com aos direitos humanos", disse ela

 

Mohammadi foi detida 13 vezes, condenada cinco vezes e sentenciada a um total de 31 anos de prisão. Ela também foi condenada a 154 chicotadas – não está claro se essa punição foi executada.

 

Em dezembro passado, ela escreveu da prisão e deu detalhes angustiantes à BBC sobre como as mulheres iranianas detidas em manifestações estavam sendo abusadas sexual e fisicamente.

 

Ela disse que tais agressões se tornaram mais comuns durante os protestos, desencadeados pela morte sob custódia policial de Mahsa Amini, de 22 anos, em setembro de 2022.

 

Mais tarde, a onda se espalhou por todo o país, com exigências que iam desde mais liberdades até à derrubada do Estado.

 

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Imagens de mulheres iranianas ateando fogo em seus véus de cabeça rodaram o mundo. Autoridades iranianas reprimiram brutalmente os protestos, que diminuíram em grande parte. 

 

Fonte: com informações Portal BBC

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