17 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 21/03/2024

Mulheres são mais afetadas por preocupações com a saúde mental

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Foto: Reprodução/Google

Pesquisa ainda mostra que 9 em cada 10 mulheres se preocupam com o estigma e a falta da conscientização sobre sua saúde mental

O Mês da Mulher é uma lembrança das muitas conquistas femininas ao longo dos últimos séculos, mas também serve como um alerta sobre os graves problemas de gênero que persistem em todo o mundo. Nesse sentido, também é um momento para se olhar para elas com maior atenção e entender quais são as suas preocupações e problemas.

 

Segundo uma pesquisa realizada pela H2R Insights & Trends, a mulher é mais afetada por preocupações com a saúde mental do que o homem. Nove em cada dez mulheres se preocupam com o estigma e com a falta de conscientização sobre sua saúde mental, o que está alinhado com a pauta global a respeito da importância da saúde mental feminina para o mundo.

 

Os dados revelam que, para 52% das mulheres, os problemas financeiros e o estresse no trabalho são os principais fatores que afetam sua saúde mental. Além disso, a autopercepção de bem-estar emocional entre as mulheres é menor do que entre os homens: 44% contra 51%.

 

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Vale mencionar que a Aliança Global para a Saúde da Mulher, organizada pelo Fórum Econômico Mundial, defende que investir na saúde mental das mulheres é o melhor caminho para as sociedades e economias. A iniciativa afirma que mulheres mentalmente saudáveis ajudam todos a crescerem. Ainda segundo a Aliança, as condições de saúde mental afetam as mulheres de forma única e desproporcional, fazendo com que elas passem mais tempo tendo problemas relacionados ao bem-estar emocional.

 

O estudo vem ao encontro dessa preocupação, já que constatou que 25% das entrevistadas se preocupam com as diversas pressões culturais e sociais, além do medo de serem alvo de preconceito. "Esse estudo mostra que a mulher que é mãe, profissional, esposa, filha e cuida de todo mundo também é alvo de preconceito a respeito da própria saúde mental", afirma Alessandra Frisso, diretora da H2R.

 

Outro dado importante é que as mulheres percebem que estão mais próximas de pessoas com o bem-estar mental afetado. Dados mostram que 70% delas conhecem alguém que já foi diagnosticado com alguma condição nesse sentido. "Elas são, em casa, as que mais cuidam de pessoas com esse tipo de problema", pontua Alessandra.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

"Como prova de que o tema deve ser visto com mais calma, durante a 78ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina J. Mohammed, secretária-geral adjunta da entidade, declarou que a saúde mental se tornou uma pandemia silenciosa na vida de muitas das mulheres. Olhando especificamente para os números da pesquisa, é possível reconhecer a importância de abordar as questões de saúde mental das mulheres com sensibilidade, compreensão e apoio, garantindo o acesso a recursos e serviços que atendam às suas necessidades específicas", conclui Alessandra Frisso.

 

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Para essa pesquisa, a H2R coletou 1.023 entrevistas entre consumidores brasileiros das classes A, B e C, sendo 510 mulheres, com o perfil e região dos entrevistados como um espelhamento do perfil brasileiro real. A margem de erro foi de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, no intervalo de confiança de 95%. 

 

Fonte: com informações do Portal iG

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