08 de Maio de 2026

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Inspiração Amazônica - 27/05/2024

Mulheres indígenas protegem sua cultura aprendendo a ler e a escrever

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Foto: Reprodução/Google

?Sem qualificação, muitas acabavam deixando a comunidade e nossa cultura estava desaparecendo. O objetivo é que elas sejam independentes e possam participar da comunidade sem se colocarem em posições vulneráveis?, completa.

Já o projeto liderado por Althea Harding, de 35 anos, professora do nível primário e indígena do povo karib que vive na vila de Kwebana, na Guiana, foca em dar autonomia às mulheres de sua comunidade.

 

“Muitas sofreram com abusos, violência doméstica, foram mães adolescentes assim como eu e, por isso, não tiveram oportunidade de se qualificar”, diz Harding em uma entrevista por telefone a National Geographic.

 

“Sem qualificação, muitas acabavam deixando a comunidade e nossa cultura estava desaparecendo. O objetivo é que elas sejam independentes e possam participar da comunidade sem se colocarem em posições vulneráveis”, completa.

 

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O projeto consiste em aulas de alfabetização, workshops de artesanato, atividades físicas aos fins de semana e sessões de leitura. “Dessa forma, desenvolvemos certas habilidades que podem garantir o sustento dessas mulheres de forma que elas possam cuidar delas e da família. Assim manteremos nossa comunidade e cultura vivas”, afirma Harding.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Além da qualificação, Harding também pretende registrar a cultura karib na história ao transmitir a língua nativa falada para o papel. “Criar uma linguagem escrita para a língua karib é importante para evitar que ela desapareça, mas não é fácil”, conta Harding. “O que faço é traduzir os sons em uma grafia próxima a da língua inglesa, para que qualquer um possa ler e saber como pronunciar aquela palavra.”

 
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A partir de um registro, Harding espera que seja mais fácil preservar os conhecimentos ancestrais e culturais de sua comunidade. “A língua transmite muito da nossa identidade e é importante para nos aproximar como povo e evitar que sabedorias ancestrais se percam”, ressalta.

 

Fonte: com informações do Portal National Geographic

 

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