Segundo ela, o povo originário que vive na região de Beni, na amazônia boliviana, tem uma dança típica chamada de Danza de los Macheteros
Por sua vez, o projeto liderado por Elibeth Peredo, na Bolívia, tem a missão de preservar os animais amazônicos sem que uma certa tradição do povo Mojeño Trinitario suma por isso.
Segundo ela, o povo originário que vive na região de Beni, na amazônia boliviana, tem uma dança típica chamada de Danza de los Macheteros, comum em rituais religiosos, festividades e casamentos. Aqueles que performam a dança, os macheteros, usam grandes e coloridos adornos na cabeça tradicionalmente feitos com penas de araras, como a arara-de-garganta-azul (Ara glaucogularis), que ocorre apenas nessa pequena área do centro-norte da Bolívia.
“Os adornos usam as penas maiores e mais frondosas das araras e pegar essas penas causava a morte de muitas aves. Isso estava atrapalhando o acasalamento delas porque muitas têm apenas um parceiro durante toda a vida”, conta Peredo.Em seu projeto, a líder indígena envolveu artesãs e artesãos da comunidade para fabricar um tecido com o qual pudessem fazer penas sintéticas e, assim, poupar os pássaros amazônicos.
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Elibeth Peredo, liderança do povo Mojeño Trinitario, traja as vestes tradicionais da Danza de los Macheteros, incluindo o principal adorno na cabeça que precisavam de penas de araras para serem feitos.
“Desenvolvemos uma plumagem muito parecida com a real e que pode ser lavada, retirada, trocada e guardada”, diz. Hoje, o uso de penas reais nos adornos só é permitido aos anciãos da comunidade de Peredo. Todo novo adorno é feito com material sintético. “Com isso, acredito que estamos atingindo o objetivo de manter a ‘tradição sem extinção’”, explica ela.
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Fotos: National Geographic
Além dos adornos, a equipe de artesãos também produz bichos de pelúcia da arara-de-garganta-azul e de outros animais amazônicos, como o boto-cor-de-rosa, que servem na divulgação sobre informações de conservação. “São produtos secundários que ajudam no objetivo de sensibilizar a comunidade e visitantes para a preservação da nossa linda Amazônia e ainda fortalece a economia da comunidade”, diz Peredo enquanto aponta para um boneco de pelúcia de uma arara colocado habilmente como cenário para a videoconferência.
Fonte: com informações do Portal National Geographic
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