Manifestação atende a pedido para ampliar os alvos de investigação, feito pelo deputado Lindbergh Farias. PGR tem 5 dias para responder
A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem cinco dias para decidir se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem ser investigados no mesmo inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) com autoridades nos Estados Unidos. A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação atende a pedido para ampliar os alvos da investigação, feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) na segunda-feira (18/5), para que Flávio e Bolsonaro sejam incluídos no inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro por coação e tentativa de obstrução de Justiça
Em sua notificação à PGR, Moraes citou a investigação sobre a possível conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, que trata da cinebiografia do ex-presidente, com os valores negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Para o magistrado, o dinheiro também pode ter sido usado para a “atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, a campanha de sanções contra autoridades brasileiras, as restrições de vistos, as tarifas contra setores produtivos nacionais e a tentativa de coação no curso do processo para obter a anistia de Jair Messias Bolsonaro e demais condenados nos processos da trama golpista”.
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Na última semana, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu a condenação de Eduardo no Inquérito nº 4.995. Para o PGR, o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas aplicadas contra o Brasil.
Conspiração nos EUA
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Fotos: Reprodução/Google
Na última semana, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, pediu a condenação de Eduardo no Inquérito nº 4.995. Para o PGR, o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas aplicadas contra o Brasil.Na petição ao STF, Lindbergh pede a ampliação do escopo da investigação para incluir fatos recentes relacionados ao filme Dark Horse.
O deputado sustenta que há “fortes indícios” de que os recursos negociados para financiar o longa possam ter sido usados, total ou parcialmente, para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras.A petição afirma que a inclusão de Jair Bolsonaro no inquérito ocorre, “ao menos inicialmente”, por ele ser apontado como beneficiário direto ou indireto dos fatos investigados.
Segundo Lindbergh, tanto o filme quanto a ofensiva internacional conduzida por Eduardo teriam como objetivo reconstruir a imagem política do ex-presidente e pressionar por anistia aos envolvidos na trama golpista.
Fonte: com informações Metrópoles
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