27 de Maio de 2026

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Política - 27/05/2026

Operação contra Castro agrava cenário em reduto de Flávio Bolsonaro

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Foto: ReproduçãoGoogle

Preocupação de bolsonaristas é associação entre o caso Master no Rio de Janeiro com áudios do senador com Daniel Vorcaro

A nova operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na terça-feira (26) agrava o cenário das articulações do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, em sua base eleitoral. Após uma sequência de reveses desde a renúncia do Palácio Guanabara, em março, a pré-candidatura de Castro ao Senado é vista por aliados como cada vez mais próxima do fim. O temor agora é o agravamento do cenário com a contaminação sobre a campanha do próprio Flávio e de seu palanque no estado, o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

 

Dois homens sentados em mesa durante reunião. Homem à direita gesticula com as mãos levantadas, veste terno preto e camisa branca. Homem à esquerda usa terno azul e gravata, observa com expressão séria. Ao fundo, logo do PL em azul, branco e amarelo. O Rio de Janeiro é visto como crucial na disputa com o presidente Lula (PT). Ele é a base eleitoral da família, onde Jair Bolsonaro venceu em 2018 e 2022 após anos de vitórias do PT no estado nas disputas presidenciais. O colégio eleitoral fluminense é o terceiro maior do país.

 

Castro foi alvo de operação nesta terça que apura a transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Banco Master e fundos ligados à instituição. A ação ocorreu 11 dias depois de outra operação contra o ex-governador, para apurar na ocasião sua atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado como um sonegador contumaz.

 

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As suspeitas sobre os investimentos do Rioprevidência são conhecidas há alguns meses e, para setores do PL, estava precificada no lançamento da pré-candidatura. A preocupação de aliados é com os diálogos entre Castro e Vorcaro sob poder da PF que, segundo Mendonça, revelam um "vínculo pessoal estreito". O temor é que esses diálogos possam ser associados aos áudios já divulgados de Flávio para o ex-banqueiro, agravando o desgaste sobre pré-candidatura presidencial do senador.

 

Por esse motivo, o cenário é distinto da semana passada, quando uma ala do PL defendia calma e evitava abandonar abruptamente o ex-governador. Esse grupo apostava na proximidade de Castro com prefeitos do Rio de Janeiro e a alta na popularidade de Castro após a Operação Contenção, em que 117 pessoas foram mortas pela polícia no Complexo do Alemão em supostos confrontos —cinco policiais também morreram. A presença de Castro na campanha pode também dificultar a decolagem do nome de Douglas Ruas, ainda pouco conhecido dos eleitores. O presidente da Alerj vinha fazendo agendas com o ex-governador até a Operação Sem Refino, sobre a relação com Magro.

 

A preocupação é prejudicar a imagem do deputado já em sua apresentação. A associação entre Ruas e Castro tem sido o mote da pré-campanha do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD). As dificuldades no palanque bolsonarista no Rio de Janeiro vêm desde o ano passado, quando o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso sob suspeita de vazar informações de uma operação contra o Comando Vermelho. Ele havia se consolidado como pré-candidato ao governo com apoio da família Bolsonaro.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A situação se agravou após Castro ser condenado a inelegibilidade no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em razão de contratações de cabos eleitorais em programas públicos estaduais, pagos com saques em dinheiro vivo. O vácuo no poder gerado pela renúncia de Castro e a prisão de Bacellar levou à ascensão do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, ao Palácio Guanabara. Além de perder o controle da máquina estadual, vista como importante para a campanha no estado, o PL viu o magistrado iniciar uma devassa nas contas da gestão do ex-governador, gerando um novo foco de desgaste.

 

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As ações de Couto têm sido capitalizadas por Paes e criticadas por integrantes do PL. Na semana passada, até o presidente Lula buscou se associar à gestão Couto, estimulando o governador interino a trabalhar para "prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada". O desembargador, por sua vez, afirma conduzir o Executivo pautado pela neutralidade política.

 

Fonte: com informações da Folha de São Paulo 

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