04 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 01/07/2022

Ministro Fachin cita 'violação' de direito das mulheres e pede informação ao governo sobre política de aborto

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Foto: Reprodução

Ministro é relator de ação que pede ao STF para impedir que o governo e decisões judiciais possam restringir o aborto legal a gestações de até 22 semanas.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 1º, que a política de aborto legal fixada pelo governo pode indicar uma violação sistemática de direito das mulheres e deu prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro e o Ministério da Saúde prestem informações sobre o tema.

 

Fachin é relator de uma ação apresentada por quatro entidades de saúde que pedem para o STF impedir que o governo e decisões judiciais possam restringir o aborto legal para gestações de até vinte e duas semanas.

 

As entidades pedem ainda que o Supremo determine a imediata suspensão de uma cartilha do ministério da saúde que ignora a lei brasileira e diz que todo procedimento é crime com alguns excludentes de ilicitude.

 

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A decisão de pedir informações é praxe nesse tipo de caso.

 

A lei penal não fixa prazo para realização do aborto legal e nem exige autorização da Justiça para o procedimento.

 

O Ministério da Saúde entende que a interrupção da gestação nesses casos só pode ocorrer até a 22ª semana e que, após esse período, ocorre o parto antecipado.

 

Queiroga quer levar a audiência pública uma cartilha do governo que  desinforma sobre o aborto - CartaCapital

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga

(Fotos: Reprodução)

 

No pedido ao supremo, as entidades afirmam o ministério distorceu dados técnicos, o que pode criar entraves para os casos que se enquadrem nas regras, quando a gravidez é resultado de estupro ou a mãe corre risco de vida e ainda quando o feto tem anencefalia.

 

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“O quadro narrado pelas requerentes é bastante grave e parece apontar para um padrão de violação sistemática do direito das mulheres. Se nem mesmo as ações que são autorizadas por lei contam com o apoio e acolhimento por parte do Estado, é difícil imaginar que a longa história de desigualdade entre homens e mulheres possa um dia ser mitigada”.

 

Fonte: Portal G1

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