Para o diretor Márcio Garcia, pico de casos da dengue no país, além do DF, pode se prolongar até abril. Ele também demonstrou preocupação com mortes de idosos pela doença
O diretor do departamento de emergência em saúde pública do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, crê que em mais um pico de casos de dengue no país, agora a partir de março. A previsão é principalmente porque o período é conhecido por registros de chuva em praticamente todas as regiões do Brasil.
Garcia é um dos painelistas do CB.Debate Dengue, uma luta de todos, realizado no auditório do Correio Braziliense, a manhã de quinta-feira, 29/2. O diretor explicou que em algumas unidades da Federação, como Goiás e o próprio Distrito Federal, o cenário de explosão de casos ocorreu de forma bastante antecipada.
"Quando olhamos Brasil, o pico desses caso é a partir do próximo mês. Estamos prevendo abril e talvez até maio. É importante que nós trabalhe para uma resposta a um potencial emergência. Isso precisa ser proporcional ao tamanho desse problema, além de ser adaptada. Aos poucos, vamos implementar mais ações no combate à dengue", explicou Garcia.
Veja também

Câmara recebe solenidade nesta quinta e terá iluminação para o Dia Mundial de Doenças Raras
Outro tópico abordado pelo diretor do Ministério da Saúde é sobre pessoas que acabaram morrendo por dengue. O gestor, em um slide apresentado aos demais painelistas, revelou uma tendência que ocorre em praticamente todos os estados: uma curva de óbitos acentuada para pessoas acima de 60 anos. Das 55 mortes registradas no DF, 32 são de idosos acima dos 60.
"O adulto jovem tem a maior reincidência de casos graves, mas a população que está morrendo é o idoso", explicou. "Este idoso, mais de 60 anos, precisa ser olhado de uma forma mais diferenciada, recebendo orientações do curso da doença. De uma forma geral, orientamos que os agentes comunitários monitorem esses casos ao longe da trajetória da doença", completou Garcia.
Dados

Fotos: Reprodução Google
O último balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) revela que 55 pessoas morreram pela doença entre 1° de janeiro e 24 de fevereiro.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
Os números constam no boletim epidemiológico. Os dados atualizados pela pasta citam que a capital federal ultrapassou os 100 mil (100.558) casos prováveis da doença. Dos casos, 97,9% são moradores da capital federal, enquanto os demais são residentes de outros estados, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Fonte: com informações Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.