Decano do Supremo elogia credenciais do AGU, critica avaliações "rasas" e vê ambiente favorável à aprovação do nome na sabatina no Senado
Em meio à reta final do processo de indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, fez um movimento público de peso em favor de Jorge Messias. Em publicação nas redes sociais, o magistrado saiu em defesa do atual advogado-geral da União e destacou credenciais que, segundo ele, qualificam o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta no tribunal.
Sem citar diretamente críticas recentes, Gilmar fez referência ao que classificou como avaliações "apressadas" e "rasas" sobre o indicado. Para o ministro, esse tipo de leitura ignora a trajetória consolidada de Messias no serviço público, marcada, segundo ele, por experiência administrativa. Ao longo da manifestação, o decano ressaltou o desempenho de Messias em funções estratégicas no governo federal, com destaque para sua atuação à frente da Advocacia-Geral da União (AGU).
Gilmar mencionou o papel do órgão na defesa da soberania nacional em disputas comerciais, além da atuação em casos envolvendo grandes empresas de tecnologia. Nesse campo, destacou iniciativas voltadas à responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos, tema que tem ganhado centralidade no debate jurídico e político.
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Foto: Reprodução/Google
Para o ministro, esse conjunto de credenciais evidencia preparo técnico e maturidade institucional. "Essas credenciais evidenciam que Jorge Messias está à altura do cargo e reúne condições para exercer a magistratura com equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional", afirmou. Em outro trecho, acrescentou que o Senado "saberá analisar seus múltiplos atributos", sinalizando confiança no processo de aprovação.A manifestação ocorre a pouco mais de duas semanas da sabatina marcada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa considerada decisiva para o avanço da indicação. Nos bastidores, a fala de Gilmar foi interpretada como um gesto político de peso, capaz de influenciar o ambiente no Congresso, sobretudo entre parlamentares ainda indecisos.
Impasse
A vaga no STF foi aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, e a escolha de Messias não ocorreu sem resistências. A indicação enfrentou divergências dentro do próprio Senado, especialmente entre aliados do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendiam outro nome para o posto. O impasse contribuiu para a demora de cerca de quatro meses no envio formal da indicação ao Congresso. Durante esse período, Messias intensificou a articulação política. Segundo relatos, ele se reuniu com cerca de 70 senadores em busca dos 41 votos necessários para a aprovação em plenário. A estratégia foi vista como determinante para reduzir resistências e consolidar apoios antes mesmo da sabatina.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação na CCJ, afirmou que a apresentação do relatório no colegiado ocorrerá nesta quarta-feira (14/4). A sabatina está prevista para 29 de abril, com possibilidade de votação no mesmo dia, tanto na comissão quanto no plenário.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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