22 de Junho de 2026

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Política - 12/04/2026

Flávio Bolsonaro faz gestos tentando aplacar rejeição do eleitorado feminino, que marcou campanha do pai

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Foto: AFP

Senador e pré-candidato do PL à Presidência faz elogios a mulheres e busca associar governo Lula ao aumento de casos de feminicídio; PT reage resgatando falas de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado seus discursos voltados para as mulheres nos últimos meses, em busca de tentar evitar repetir a forte rejeição do eleitorado feminino ao seu pai, Jair Bolsonaro. Pesquisas eleitorais na campanha de 2022 mostraram que a rejeição das mulheres ao então presidente ultrapassou os 60%. Agora, membros do PL defendem, desde antes do início da campanha eleitoral ao Planalto, uma atenção maior a esse segmento, plano que já vem sendo colocado em prática por Flávio, inclusive com críticas a Lula sobre a falta de proteção às mulheres.

 

Por outro lado, petistas postam conteúdos nas redes sociais relembrando falas machistas de Bolsonaro. Em entrevistas, discursos e postagens, o aceno de Flávio às mulheres passou a se intensificar em fevereiro, incluindo homenagens a mulheres de “força e inspiração” — exaltou Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ e responsável pela polilaminina, e Maria da Penha, que inspirou a lei homônima de proteção às mulheres. Também criticou o governo pelo aumento do número de feminicídios.

 

Flávio tem citado números da segurança pública como argumento de que, no governo de seu pai, as mulheres eram “mais protegidas”. Em ato na Avenida Paulista no último dia 1º, defendeu um valor maior do Bolsa Família às mães solo.

 

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As falas destoam da postura bélica que o pai tinha com relação às mulheres nos mandatos de presidente e deputado. Na Câmara, Bolsonaro chegou a dizer que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não mereceria”. Em outra ocasião, disse que deu uma “fraquejada” ao ter uma filha mulher. Vídeos postados nos últimos dias já dão o tom de uma das apostas de Flávio: zerar as filas das creches públicas. Também será intensificado o foco nas mães de crianças com doenças raras, necessidades especiais e transtorno do espectro autista (TEA), e na “defesa da família”, marca bolsonarista.

 

Chapa com vice mulher

 

Fotos: ReproduçãoGoogle


Ex-líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante afirma que conquistar o voto feminino é “prioridade total” do partido: — Nós identificamos na última eleição, em todas as pesquisas, que existia alguma resistência do voto feminino ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que instituiu uma série de políticas públicas para as mulheres, mas não soube explorar isso tão bem no discurso. O PL também tem levantado a possibilidade de escalar uma vice mulher para compor a chapa de Flávio. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, tem defendido a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

 

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O movimento de Flávio não tem passado incólume pelos petistas. Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais, publicou um vídeo elencando “dez vezes em que Bolsonaro agrediu as mulheres”, com trechos de entrevistas e falas do ex-presidente atacando mulheres ou fazendo piadas machistas. O vídeo foi publicado dois dias após Flávio postar um vídeo com o mesmo teor, mas atacando o petista, com “nove vezes em que Lula desrespeitou as mulheres”. Já páginas do governo federal têm apostado em ações relacionadas ao público feminino, como por exemplo os efeitos que o fim da escala 6x1, projeto defendido pelo governo Lula, terá para as mulheres.

 

Fonte: com informações O Globo 

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