22 de Junho de 2026

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Política no Amazonas - 23/06/2026

Garantir oportunidades para os jovens é desafio contínuo e exige políticas públicas permanentes no Amazonas

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Foto: Caio de Biasi

Alguns passos já foram dados com a revitalização de espaços esportivos, viabilização do Passe Livre Estudantil e ações nas áreas da saúde e proteção social

Garantir acesso ao esporte, lazer, proteção social e às políticas de prevenção continua sendo um dos desafios para ampliar oportunidades a crianças e adolescentes no Amazonas. Alguns passos importantes já foram dados com foco nesse público, com obras e ações que aproximaram serviços essenciais das comunidades. Foram 52 espaços esportivos e de convivência comunitários construídos ou revitalizados; a viabilização do Passe Livre Estudantil, uma conquista histórica; e a adesão de todos os municípios ao Selo Unicef, que se traduz em proteção à infância e juventude, dentre outras conquistas.

 

As ações voltadas a esse público precisam ser tratadas como estratégia de futuro, com políticas públicas permanentes, transformando investimentos em oportunidades concretas para as novas gerações. A avaliação é do segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas, engenheiro civil Marcellus Campêlo, membro titular do diretório da Federação União Progressista e pré-candidato a deputado estadual. “Uma obra pública só cumpre seu papel quando passa a fazer parte da rotina das pessoas, quando cria oportunidades e amplia o acesso da população às políticas públicas”, destaca.

 

À frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo coordenou projetos que transformaram espaços urbanos em ambientes de convivência, desenvolvimento e oportunidades para a juventude. Em março deste ano, ele se desincompatibilizou dos cargos para colocar o nome à disposição do partido para a eleição de 2026.

 

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Para ele, os investimentos realizados não devem ser vistos apenas como obras físicas, mas como instrumentos permanentes de transformação social. Marcellus Campêlo cita a área de esporte e lazer como um dos exemplos dessa estratégia. A prioridade da UGPE e Sedurb foi recuperar e ampliar espaços que estavam sem condições adequadas de uso pelas comunidades. Foram mais de R$ 60 milhões investidos em 52 espaços esportivos e de convivência comunitários construídos ou revitalizados, sendo 46 em Manaus e seis no interior, incluindo campos, quadras e arenas que receberam melhorias estruturais, iluminação de LED, drenagem, novos equipamentos e recuperação completa das áreas de uso comunitário.

 

Segundo Marcellus Campêlo, a transformação desses espaços públicos só se completa quando eles passam a ser ocupados pela população. Nesse sentido, a integração ao Programa Esporte e Lazer na Capital e Interior (Pelci) ampliou o alcance das estruturas entregues, levando atividades gratuitas a milhares de crianças e jovens. Criado em 2021, o Pelci registrou mais de 325 mil atendimentos ao longo de 2025, com modalidades como futebol, futsal, vôlei, basquete, atletismo, judô, natação, jiu-jítsu e xadrez. “Quando uma criança ou um jovem encontra um espaço adequado para praticar uma atividade, desenvolver uma habilidade e conviver com a comunidade, estamos também criando caminhos de proteção social e novas perspectivas para o futuro desses cidadãos”, afirma.

 

PASSE LIVRE ESTUDANTIL E PROTEÇÃO SOCIAL

 

 

A ampliação de oportunidades para os jovens também passa pela mobilidade. O Passe Livre Estudantil foi criado para reduzir uma das principais barreiras de acesso à educação: o custo do transporte coletivo. Viabilizado pelo Governo do Amazonas por meio da UGPE, o benefício garantiu gratuidade para 170 mil estudantes das redes estadual e municipal de ensino. O convênio entre Estado e Prefeitura de Manaus foi firmado no fim de 2021 e começou a valer em fevereiro de 2022. Marcellus Campêlo acompanhou a luta pelo Passe Livre, uma das bandeiras quando presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Instituto de Tecnologia da Amazônia (Utam).

 

Décadas depois, como gestor, viu a transformação daquela reivindicação da década de 1990 em uma ação que beneficiou milhares de estudantes. “Essa medida é importante, porque reduz desigualdades e evita que o transporte se torne uma barreira para a permanência escolar”, avalia. Outra frente essencial para ampliar oportunidades foi o fortalecimento das políticas de proteção à infância e adolescência. Nesse contexto, o Amazonas avançou com a adesão histórica de todos os municípios ao Selo Unicef 2025-2028.

 

A articulação, coordenada pela Sedurb em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), buscou mobilizar os municípios para estruturar políticas permanentes de garantia dos direitos de crianças e adolescentes, em especial nas áreas de saúde, educação, proteção social e enfrentamento às violências. Na área da saúde preventiva, o Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero do Amazonas (Cepcolu) tornou-se uma importante estrutura de atendimento voltada também às mulheres jovens, ampliando o acesso à informação, prevenção e diagnóstico precoce.

 

Fotos: Caio de Biasi

 

Concluído pela UGPE, a unidade passou a integrar a rede de atendimento da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), fortalecendo as ações de prevenção e enfrentamento ao HPV, principal fator associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. A política de oportunidades para a juventude também chegou aos espaços atendidos pelos programas urbanos. Nos conjuntos habitacionais construídos pelo Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), as ações ultrapassaram a entrega de moradias e passaram a incluir convivência, cidadania, cultura, esporte e capacitação.

 

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Como parte desse trabalho de aproximar serviços e atividades das comunidades, a Sedurb e a UGPE levaram a Central Única das Favelas (Cufa Amazonas) aos residenciais, com ações culturais e de inclusão social. Nos residenciais Gilberto Mestrinho, no bairro Cachoeirinha, e Maués, ambos na zona sul, foram realizadas atividades culturais e ações de grafismo nos muros dos conjuntos habitacionais, numa ação em parceria com o Circuito de Rua da Cufa, utilizando a arte urbana como ferramenta de expressão, pertencimento e valorização dos territórios. “Não basta construir espaços ou criar programas. É necessário manter a estrutura funcionando, ampliar o alcance e garantir que cada criança e jovem tenha oportunidade de desenvolver seu potencial”, ressalta Marcellus Campêlo. 

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