Discussão ganhou corpo após explosões na Praça dos Três Poderes, na quarta. Proposta inclui restringir fluxo de pessoas não autorizadas na 'Chapelaria', principal entrada do Congresso.
A explosão de bombas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na última quarta-feira, 13, provocou uma intensa reação nos esquemas de segurança do Congresso Nacional. Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, tentou lançar explosivos contra o Supremo Tribunal Federal (STF), mas acabou morto pela explosão de um dos artefatos que carregava. O ataque desencadeou um alerta sem precedentes e colocou em pauta mudanças drásticas nas medidas de proteção das Casas Legislativas.
A entrada pela Chapelaria, um ponto estratégico de acesso ao Palácio do Congresso Nacional, está no centro do debate. O local, que há anos é considerado vulnerável, poderá ter seu acesso público definitivamente bloqueado. Apenas parlamentares e autoridades seriam autorizados a passar pela área, eliminando o que especialistas apontam como um grave ponto de fragilidade no sistema de segurança.
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Imagem ampliada do atentado terrorista na Praça dos Três Poderes
— BLOG ALDO ALMEIDA (@BLOGALDOALMEIDA) November 14, 2024
É possível ver o homem-bomba bolsonarista Francisco Wanderley Luiz atirando um artefato contra a estátua da Justiça que não explode, e outros dois, um contra o STF, e outro para tirar a própria vida. pic.twitter.com/Eh8djpZiQF
O impacto dos atentados vai além. Outro homem, preso em São Paulo, revelou planos de também atacar o Congresso, ampliando o temor de ações imitadoras que poderiam resultar em tragédias ainda maiores. A urgência de respostas levou a um reforço imediato nos protocolos de segurança, incluindo restrições de acesso, aumento de efetivo e varreduras detalhadas com cães farejadores.
Francisco Wanderley Luiz, poucas horas antes do ataque, esteve em um dos anexos da Câmara. Apesar de varreduras extensas, não foram encontrados explosivos nos locais por onde passou. Ainda assim, imagens e informações sobre seus movimentos foram enviadas à Polícia Federal, que investiga os desdobramentos do caso em conjunto com a Polícia Legislativa.
Ao lado do Congresso, o STF também reforçou suas medidas de segurança, cercando novamente o prédio com grades, em uma tentativa de proteger um dos principais símbolos da democracia. A gravidade dos últimos acontecimentos escancara a necessidade de ações rápidas e efetivas para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.
Fonte: com informações do g1
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