Presidente critica mercado financeiro e cobra que mais ricos paguem impostos proporcionais ao patrimônio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado que o Brasil vai lançar uma 'Aliança Global contra a Fome' durante a presidência do G20, o país assume simbolicamente a liderança do bloco no domingo e efetivamente em 1º dezembro. Lula, no entanto, não deu detalhes do que será feito. O presidente ainda criticou o mercado financeiro e cobrou que os mais ricos paguem impostos proporcionais ao patrimônio.
"Segundo a FAO, a fome afeta mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo, que desaprendeu a se indignar e normalizou o inaceitável" afirmou Lula, completando: Lançaremos, em nossa presidência do G20, uma Aliança Global contra a Fome. Esperamos contar com o apoio e o engajamento de todos vocês para construirmos um mundo cada vez menos desigual e mais fraterno.
As declarações de Lula foram dadas durante a Sessão 2 - Uma Família. Em seu discurso, o presidente concentrou-se em falar sobre as variadas desigualdades, como a de renda e a de gênero. Citou, por exemplo, o programa Brasil sem Fome, lançado pelo governo federal no mês passado para reunir uma série de iniciativas para reduzir a pobreza e a insegurança alimentar, e a lei que determina salários iguais para homens e mulheres na mesma função.
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"A desigualdade não é um dado da natureza. Ela é socialmente construída. Combatê-la é uma escolha que temos de fazer todos os dias", afirmou Lula, completando: "Garantir oportunidades iguais para todos significa assegurar acesso a serviços básicos de qualidade. Significa formular políticas públicas que contribuam para erradicar o racismo e o sexismo das nossas práticas sociais e institucionais".
Em seguida, Lula criticou "instituições financeiras internacionais" que, "em vez de agravar o endividamento", "devem funcionar a serviço do desenvolvimento". O presidente cobrou ainda que o pobre seja colocado no orçamento público, afirmando ser necessário fazer com que os mais ricos paguem impostos proporcionais ao patrimônio.
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Como líderes das 20 maiores economias do mundo, é nosso papel fortalecer a capacidade do Estado de cuidar dos seus cidadãos. É preciso colocar os pobres no orçamento público. E fazer os mais ricos pagarem impostos proporcionais aos seus patrimônios. As instituições financeiras internacionais devem funcionar a serviço do desenvolvimento, em vez de agravar o endividamento.
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Fotos: Reprodução
Em outros discursos, ao falar sobre os Brics, Lula já criticou o FMI (Fundo Monetário Internacional) e afirmou que quer criar "um banco muito forte" com "outro critério para emprestar dinheiro para os países".
Pelas redes sociais, Lula compartilhou uma reunião com os presidentes da Índia, África do Sul, Estados Unidos e do Banco Mundial. O presidente escreveu que os líderes reafirmaram o compromisso com o G20 e a "cooperação econômica mundial". Ele voltou a afirmar que para, o "enfrentamento aos desafios globais", é preciso que haja bancos multilaterais de desenvolvimento "melhores e mais eficazes".
Fonte: com informações do Portal O Globo
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