21 de Abril de 2026

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Política - 09/09/2023

Flávio Dino parabeniza PF por delação de Cid e ressalta legalidade do processo

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Foto: Reprodução

Ministro da Justiça chamou a atenção para 'o pleno atendimento à Constituição, às leis e à jurisprudência do STF'

O ministro da Justiça, Flávio Dino, parabenizou a Polícia Federal (PF), em sua conta do Twitter, pelo desempenho durante o processo que culminou neste sábado (9), com a homologação por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

 

Dino ressaltou em sua mensagem que “a Polícia Federal atuou com seriedade, profissionalismo e pleno atendimento à Constituição, às leis e à jurisprudência do STF”.

 

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Bolsonaro fica muito perto de ter a sua prisão decretada com a homologação da delação de Mauro Cid. Cid tem três pontos básicos para falar sobre o seu ex-chefe. O primeiro deles é a falsificação do cartão de vacinação de Bolsonaro e seus familiares, razão pela qual Cid está preso desde maio.

 

O segundo é o do provável envolvimento do ex-presidente nas várias tentativas de golpe contra a democracia, que culminaram com os atentados de 8 de janeiro.

 

 

Fotos: Reprodução

 

Os diversos ataques consecutivos à democracia teriam sido coordenados por milícias digitais, com envolvimento de auxiliares e familiares de Bolsonaro. Um dos mais notórios envolvidos na orquestração das fake news nas redes é o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos).

 

O terceiro caso, que caiu como uma bomba na opinião pública, trata-se da tentativa de contrabando das joias recebidas por autoridades da Arabia Saudita, entre vários outros presentes oficias recebidos por Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Cid teria atuado para liberar os presentes, que pela lei deveriam permanecer como patrimônio da União, para que ficassem em posse da então família presidencial.

 

A delação premiada

 

 
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A jurisprudência brasileira estabeleceu que a palavra oral não é uma prova suficiente, nem mesmo para oferecer uma denúncia a um juiz ou a um tribunal, no caso de quem possui foro.

 

Mauro Cid precisa, portanto, apresentar elementos de corroboração externos para comprovar seu testemunho, como extratos, fatura de cartão crédito, passagens, recibos, mensagens e demais dados que ajudem a comprovar seu testemunho. A falta desses elementos derrubou, nos últimos anos, denúncias que tinham sido apresentadas no âmbito da Operação Lava Jato, investigação que mais usou esse tipo de compromisso.

 

Fonte: com informações da Revista Fórum 

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