19 de Abril de 2026

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Violência contra Mulher - 19/12/2025

Ela não teve chance de reagir: o silêncio antes do impacto que revelou um feminicídio na MG-050

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Foto: Reprodução/Google

O caso reacende o alerta para o feminicídio no Brasil, muitas vezes mascarado por versões que tentam transformar crimes em acidentes, silêncios em fatalidades e violência em tragédia inevitável.

O que começou como mais um registro de acidente de trânsito nas estradas de Minas Gerais rapidamente se transformou em uma história de dor, violência e traição. A morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim, de apenas 31 anos, deixou de ser tratada como fatalidade e passou a ser investigada como feminicídio, após a confissão do companheiro, Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, que admitiu ter matado a vítima e forjado a colisão para ocultar o crime.

 

O caso ocorreu no domingo, 14, na rodovia MG-050, no Centro-Oeste mineiro. O carro em que o casal viajava colidiu frontalmente com um ônibus de turismo. Henay morreu no local. À primeira vista, tratava-se de um acidente grave, mas comum. No entanto, imagens de câmeras de um pedágio mudaram completamente o rumo da investigação.

 

As gravações mostram uma cena perturbadora. Henay aparece sentada no banco do motorista, sem qualquer sinal de reação. Seu corpo permanece imóvel. Ao lado dela, Alison está no banco do passageiro e, em determinado momento, assume parcialmente o controle do volante para atravessar a cancela. A atendente do pedágio, ao perceber algo errado, questiona o homem sobre o estado da motorista. Ele responde que a companheira estaria passando mal. Mesmo diante da situação anormal, o veículo segue viagem.

 

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Cerca de nove minutos depois, o carro invade a contramão e atinge violentamente o ônibus. Durante as apurações, a Polícia Civil identificou inconsistências entre as lesões encontradas no corpo de Henay e a dinâmica do acidente. Os indícios reforçaram a suspeita de que ela já estaria inconsciente, ou possivelmente morta, antes da colisão.

 

Confrontado com as provas, Alison confessou o crime. Ele foi preso na manhã de segunda-feira, durante o velório da vítima, realizado em Divinópolis. A cena da prisão, ocorrida no momento em que familiares e amigos se despediam de Henay, intensificou ainda mais o impacto emocional do caso.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes, incluindo o momento exato da morte, a motivação do crime e se houve outros episódios de violência anteriores. O caso reacende o alerta para o feminicídio no Brasil, muitas vezes mascarado por versões que tentam transformar crimes em acidentes, silêncios em fatalidades e violência em tragédia inevitável.

 
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Henay tinha 31 anos. Sua história agora se soma às de milhares de mulheres que perderam a vida dentro de relações marcadas pela violência, deixando um rastro de perguntas, dor e indignação. A equipe editorial do Portal Mulher Amazônica acompanha o caso com atenção e reforça a importância de dar visibilidade a histórias que não podem ser reduzidas a estatísticas. Cada vida importa. Cada silêncio precisa ser ouvido.
 

 

Fontes:
Polícia Civil de Minas Gerais: https://www.policiacivil.mg.gov.br
Governo de Minas Gerais: https://www.mg.gov.br
Ministério da Justiça e Segurança Pública (dados sobre feminicídio): https://www.gov.br/mj
 

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