19 de Abril de 2026

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Violência contra Mulher - 15/12/2025

Mulher com câncer é espancada pelo ex-secretário de Calumbi, Pernambuco

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Foto: Reprodução/Google

A vítima também decidiu tornar público o caso como forma de alertar outras mulheres sobre sinais de abuso e a importância de buscar ajuda antes que a violência alcance níveis extremos.

O caso de Luísa Barros, brutalmente agredida pelo marido dentro do próprio apartamento, em Calumbi, no Sertão de Pernambuco, escancara a gravidade da violência doméstica no Brasil e a vulnerabilidade de mulheres que, mesmo após décadas de relacionamento, se tornam vítimas de agressões extremas. Casada há 22 anos, Luísa sobreviveu a uma tentativa de feminicídio após ser espancada com um bastão de madeira pelo então secretário municipal de Esportes e Lazer, Numeriano Luiz de Sá, de 64 anos.

 

Em relato contundente, a vítima afirmou que só conseguiu sobreviver porque gritou com todas as forças até ser ouvida por um vizinho, que acionou o socorro. A agressão ocorreu no dia 10 de dezembro e, segundo a investigação, teria começado após Luísa pedir ajuda para pegar uma caixa de medicamentos que havia caído no chão. O que era um pedido simples se transformou em um episódio de violência extrema, evidenciando o padrão de escalada comum em casos de violência doméstica.

 

Luísa está internada no Recife, sem previsão de alta. Em tratamento contra um câncer no fígado, ela sofreu múltiplas fraturas na cabeça e no rosto, fratura no nariz, perda de três dentes e aguarda avaliação oftalmológica devido ao risco de sequelas na visão. O estado de saúde inspira cuidados, tanto pelos ferimentos quanto pela condição clínica já delicada.

 

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Após a prisão em flagrante, Numeriano Luiz de Sá foi exonerado do cargo público. Sargento reformado da Polícia Militar, ele teve a prisão convertida em preventiva. A defesa solicitou “serenidade” e alegou histórico de integridade, argumento que costuma aparecer em casos de violência de gênero, mas que não afasta a materialidade do crime nem o depoimento da vítima.

 

Segundo Luísa, a agressão física foi precedida por um longo histórico de violência psicológica, muitas vezes silenciosa e invisível. Após o crime, ela passou a receber apoio psicológico e jurídico e afirmou que seguirá com a denúncia até o fim. A vítima também decidiu tornar público o caso como forma de alertar outras mulheres sobre sinais de abuso e a importância de buscar ajuda antes que a violência alcance níveis extremos.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Especialistas alertam que a tentativa de feminicídio é uma das formas mais graves de violência contra a mulher e configura crime hediondo no Brasil. O caso reforça a necessidade de aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha, além de políticas públicas que garantam proteção efetiva às vítimas, sobretudo aquelas em situação de vulnerabilidade, como mulheres doentes ou dependentes emocionalmente do agressor.

 
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Fontes:
Lei Maria da Penha – Planalto
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l11340.htm
Conselho Nacional de Justiça – Violência Doméstica
https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/violencia-domestica/
Ministério Público de Pernambuco
https://www.mppe.mp.br
 

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