02 de Maio de 2026

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Mulher em pauta - 23/07/2024

Conheça a história emocionante da atleta escolhida como Porta-Bandeira do Brasil

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Foto: Reprodução Google

Raquel Kochhann, uma das líderes da seleção de Rugby, desfilará nas águas parisienses segurando a bandeira do Brasil ao lado de Isaquias Queiroz, da canoagem

A atleta brasileira Raquel Kochhann, do rugby, foi escolhida na segunda-feira, 22/7, como uma das porta-bandeiras do Brasil para os Jogos Olímpicos de Paris, que começam na próxima sexta, 26. Ela desfilará nas águas parisienses segurando a bandeira do Brasil ao lado de Isaquias Queiroz, da canoagem.

 

Um exemplo de superação, Raquel, de 31 anos, é mais do que uma das líderes das Yaras, como é chamada a equipe feminina de rugby do Brasil, ela também é uma sobrevivente após vencer a luta contra dois cânceres, um na mama e o outro no osso esterno. Raquel nasceu na cidade de Saudades, em Santa Catarina. Nos dois últimos anos antes das Olimpíadas de Paris além de ter lutado contra a doença, ela também teve que fazer uma cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho.

 

Pouco antes das Olimpíadas de Tóquio, a atleta revelou que percebeu um caroço na mama direita, mas os exames não apontaram nenhuma anormalidade. Seis meses depois, a doença foi constatada, quando o caroço já tinha dobrado de tamanho.

 

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"Retirei e a biópsia apresentou células cancerígenas. Depois encontraram anormalidade no esterno e comecei a fazer radioterapia e quimioterapia para neutralizar esse câncer. Hoje ainda sigo com o tratamento de bloqueadores", contou a atleta em entrevista ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

 

Ela revelou também que o apoio das Yaras neste processo e ter adotado uma visão diferente sobre a doença foi fundamental.

 

"Sempre estive no grupo de liderança e a primeira reação das meninas foi de baixarem a cabeça. Mas falei que não queria aquele clima, com energia daquela forma. Era uma doença séria, que precisava de atenção, mas não era o fim do mundo, era um processo. Como a gente lida com isso também muda a nossa energia, o nosso corpo. Até brinquei com as meninas que poderiam fazer piadas, não queria tornar aquilo algo pesado. Foi isso que me ajudou no processo", ponderou a atleta.

 

Escolha para ser porta-bandeira

 

 

Para Raquel, ser escolhida como porta-bandeira é um honra. Além disso, ela diz que o Brasil trabalha muito para que o rugby cresça e ganhe seu espaço.

 

"A gente sabe que a realidade do nosso esporte não é ter uma medalha de ouro numa Olimpíada por enquanto, apesar de termos esse sonho. Mas sempre vi que quem carrega essa bandeira tem uma história incrível, com medalhas de ouro, e representa uma grande conquista. Muito obrigada, de verdade, por essa honra. Vou dormir com essa bandeira do meu lado", brincou.

 

Ela também comentou sobre poder exercer a função ao lado de Isaquias Queiroz, medalhista olímpico do Brasil na canoagem velocidade.

 

Fotos: Reprodução Google

 

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"Acompanho quase todos os atletas do Time Brasil, mas o Isaquias para mim sempre foi inspiração. Fui professora de canoagem, remo e vela no projeto Navegar, em Caxias do Sul. Sempre o vi e dizia ‘esse menino vai longe’. Que honra estar ao lado dele". Além disso, ela destacou que mesmo os dois sendo de esportes não tão populares, a Bandeira do Brasil será carregada por grandes atletas.

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense 

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