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Elas nos inspiram - 14/09/2023

Conheça a história da ativista Malala Yousafzai

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Foto: Reprodução Google

Malala Yousafzai é uma ativista dos direitos humanos das mulheres e crianças, conhecida principalmente pela defesa do acesso à educação. De origem paquistanesa, foi a pessoa mais jovem a ser laureada com um prêmio Nobel, em 2014, aos 17 anos de idade.

 

Ela se tornou conhecida mundialmente quando sofreu tentativa de homicídio pelo Talibã aos 15 anos de idade por seu ativismo. Dada a sua importância, o Projeto Direitos Humanos Todo Dia (#dhtododia) traz um pouco da história dessa personalidade dos direitos humanos.

 

Malala Yousafzai nasceu no Vale do Swat, no norte do Paquistão, no dia 12 de julho de 1997. Filha de Ziauddin Yousafzai e de Tor Pekai Yousafzai, ela tem 2 irmãos mais novos, Atal Yousafzai e Khushal Yousafzai. Ela cresceu em uma família muçulmana, com destaque para a sua mãe, que é muito religiosa. Já seu pai era conhecido por ser um homem dedicado à educação e à cultura. Sua família até hoje gerencia uma rede de escolas na região.

 

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Quando tinha 10 anos, ela viu o Talibã fazer do Vale do Swat seu território. Sob o governo paralelo da milícia fundamentalista, as escolas foram obrigadas a fechar as portas - as que desobedeciam, eram destruídas.

 

Malala continuou a estudar, em um desafio direto às ordens dessa organização fundamentalista. O avanço do Talibã pelo Vale do Swat logo colocou a vida de Malala e sua família em risco. Durante essa ocupação, Malala criou o blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, no qual publicava textos sobre seu amor pelos estudos e as dificuldades de ser uma menina e estudante no Paquistão. Após ter sua identidade revelada, ela tornou-se famosa em todo o mundo.

 

No dia 9 de outubro de 2012, o ônibus escolar em que Malala, com então 15 anos, voltava para casa foi parado por membros do Talibã. Procuravam por ela. Um deles a reconheceu, dando-lhe três tiros na cabeça. Malala foi socorrida e levada para um hospital, onde permaneceu em estado grave. Quando apresentou alguma melhora, foi levada para Birmingham, na Inglaterra, para ser tratada. Tendo sobrevivido ao atentado, ela não recuou de suas convicções.

 

 

O enviado especial das Nações Unidas para a educação global, Gordon Brown, lançou uma petição da ONU em nome de Malala com o slogan I am Malala ("Eu sou Malala"), exigindo que todas as crianças do mundo estivessem inscritas em escolas até ao fim de 2015. Essa petição impulsionou a retificação da primeira lei de direito à educação no Paquistão. A jovem paquistanesa discursou em julho do mesmo ano na sede da Organização das Nações Unidas.

 

No fim do discurso, ela reafirmou a causa pela qual sofreu a tentativa de homicídio: “Nossos livros e canetas são as armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a única solução”. 

 

Em 10 de outubro de 2014, foi anunciada a atribuição do Nobel da Paz a Malala pela sua luta contra a repressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação. Malala partilhou o Nobel com Kailash Satyarthi, um ativista indiano dos direitos das crianças.

 

 

Com base em seus discursos, em outubro de 2013, sua história foi publicada na biografia “Eu Sou Malala”, escrita por Christina Lamb. No lançamento do livro, Malala anunciou a criação de um fundo que leva seu nome para promover a educação para meninas no Paquistão.

 

Atualmente Malala está formada em Oxford no curso de Filosofia, Política e Economia e diz que não pretende se candidatar a cargos políticos, mas continuar buscando mudanças políticas e educacionais com seu ativismo, principalmente em seu país de origem, o Paquistão.

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 12 de julho como Dia de Malala, data utilizada para reforçar à comunidade internacional a importância do acesso de mulheres à educação.

 

Fotos: Reprodução

 

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A vida toda de Malala e de sua família é uma lição sobre Direitos Humanos e principalmente sobre a coragem para fazer com que nossas vozes sejam ouvidas, e que devemos exigir que nossos direitos sejam cumpridos.

 

Conheça seus direitos! O Projeto Direitos Humanos Todo Dia (#dhtododia) da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão destaca a importância de compartilhar e estimular reflexões sobre a tolerância, o respeito e os direitos do cidadão, além do funcionamento dos direitos humanos no Brasil.

 

Fonte: com informações do Portal MPF 

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