Relatório destaca que ameaças à imprensa vão além da violência física e incluem fatores econômicos e digitais
Em meio a um cenário global de instabilidade para o jornalismo, o Brasil apresentou um avanço significativo no ranking de liberdade de imprensa da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF). Segundo o relatório divulgado nesta semana, o país subiu 47 posições em comparação ao ano anterior, uma melhora expressiva após o término do governo de Jair Bolsonaro, marcado por reiterados ataques à imprensa.
O documento da RSF, referência internacional na defesa da liberdade de expressão, alerta que o jornalismo enfrenta ameaças que extrapolam a violência física contra profissionais da área. O enfraquecimento econômico dos veículos de comunicação, agravado pela concentração midiática e pela hegemonia das plataformas digitais, compromete a sustentabilidade do setor e, consequentemente, o direito à informação.
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Apesar da melhora no índice, o relatório destaca que o momento ainda é de turbulência para a imprensa mundial. A entidade reforça a importância de políticas públicas que garantam a proteção aos jornalistas e a pluralidade de vozes no ambiente informativo.
No Brasil, o avanço no ranking é visto como reflexo de um ambiente institucional mais favorável à imprensa, embora desafios persistam. Em pronunciamento, representantes da sociedade civil reforçaram que não haverá anistia para aqueles que incitaram a violência contra jornalistas ou atentaram contra o Estado Democrático de Direito.

Fotos: Reprodução/Google
"A democracia exige vigilância cívica e respeito à verdadeira liberdade de expressão", afirmou um porta-voz de entidade ligada à defesa da liberdade de imprensa. A frase resume o espírito do relatório da RSF, que convida governos e cidadãos a manterem-se atentos à preservação do jornalismo livre e independente como pilar da democracia.
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