Lula e Xi Jinping assinaram 20 acordos de cooperação entre Brasil e China, em áreas que vão desde programa de satélites à agricultura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, 13/5 que a relação entre o Brasil e a China “nunca foi tão necessária”, citando um cenário internacional instável com conflitos armados e guerras comerciais.
O petista fez uma declaração à imprensa em Pequim, na China, logo após uma reunião bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping. Ambos assinaram 20 acordos de cooperação e emitiram um comunicado conjunto, praxe nesse tipo de encontro entre chefes de Estado.
“A relação entre o Brasil e a China nunca foi tão necessária. A Comunidade de Futuro Compartilhado por um Mundo mais Justo e um Planeta Sustentável, que estabelecemos em novembro passado, é uma alternativa às rivalidades ideológicas”, disse Lula ao iniciar seu discurso, ao lado de Xi.
Veja também

Em agendas na China, Lula se reúne nesta 3ª com presidente Xi Jinping
Em Pequim, Lula diz que relação do Brasil com a China "será indestrutível"
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/M/o/qY1zfbS86HMvKiPmADwA/54516335431-ca75112fe4-k.jpg)
O chefe do Executivo argumentou que o mundo ficou mais imprevisível, instável e fragmentado nos últimos meses, e que tanto China quanto Brasil defendem o multilateralismo, quando as decisões são tomadas em conjunto, em fóruns internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), ou em diálogo entre os países.
“Guerras comerciais não têm vencedores. Elas elevam os preços, deprimem as economias e corroem a renda dos mais vulneráveis em todos os países. O presidente Xi Jinping e eu defendemos um comércio justo e baseado nas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, enfatizou Lula.
Desde que iniciou sua viagem à Rússia e à China, o presidente tem reiterado as críticas ao tarifaço promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A taxação causa incerteza no comércio mundial, apesar de ter sido suspensa por 90 dias para negociações.
Lula também voltou a criticar os conflitos armados em andamento, citando especificamente os ataques à Faixa de Gaza, por Israel, e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele ainda ressaltou que Brasil e China criaram uma proposta de negociação para a guerra na Ucrânia, afirmando que ela oferece “base para um diálogo abrangente que permita o retorno da paz à Europa”.
“A humanidade se apequena diante das atrocidades cometidas em Gaza. Não haverá paz sem um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel”, enfatizou.
Cooperação Brasil-China

Fotos: Ricardo Stuckert
Já sobre a cooperação entre o Brasil e o país asiático, o presidente lembrou que há um grande número de projetos em andamento, como a cooperação entre os Bancos Centrais para facilitar investimentos e o programa de satélites, que lançará dois novos equipamentos à órbita para monitoramento agrícola, ambiental e meteorológico.
Há ainda uma cooperação entre estaleiros dos dois países, fortalecendo a indústria naval, protocolos para aumentar a capacidade brasileira na fabricação de medicamentos e equipamentos médicos, e a captação de investimentos.
Lula deu ênfase às Rotas de Integração Sul-Americanas, projeto de infraestrutura capitaneado pelo Brasil que visa interligar a região com rodovias e portos. Especialmente, criar um acesso para os produtos brasileiros ao Oceano Pacífico, reduzindo o custo da exportação para a Ásia.
“Há poucas semanas, uma missão chinesa esteve no Brasil para examinar oportunidades de investimento em infraestrutura no âmbito das Rotas de Integração Sul-Americana. As Rotas são mais do que corredores de exportação entre o Atlântico e o Pacífico: são vetores de indução do desenvolvimento”, disse.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
O presidente brasileiro encerrou hoje sua visita de Estado à China, e deve embarcar de volta para o Brasil amanhã (14), no horário local. O fuso horário de Pequim fica 11 horas à frente do de Brasília.
Fonte: Com informações do Portal Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.