Os dados mais recentes divulgados pela OMS posicionam o Brasil como o país com maior prevalência de ansiedade no planeta
A ansiedade, embora muitas vezes interpretada apenas como nervosismo ou tensão diante de situações específicas — como uma prova, uma reunião importante ou o primeiro dia em um novo trabalho — pode representar um sinal de alerta quando os sintomas se tornam frequentes e intensos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama atenção para o fato de que aquilo que muitos consideram “normal” pode, na verdade, indicar um transtorno psiquiátrico que exige avaliação médica.
Entre as reações comuns associadas à ansiedade estão coração acelerado, mãos suadas, falta de ar e dificuldade de concentração. Episódios pontuais são esperados ao longo da vida, mas quando o quadro passa a ocorrer de forma recorrente — incluindo dificuldade para dormir, sensação constante de ameaça ou incapacidade de relaxar — é fundamental buscar ajuda profissional. Segundo especialistas, conviver diariamente com esses sintomas pode prejudicar relações pessoais, rendimento no trabalho e até desencadear outras condições emocionais graves.
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Ansiedade não tratada pode evoluir para quadros mais graves
A OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertam que a ansiedade, quando não tratada adequadamente, pode se transformar em um problema de grandes proporções. Ela está associada ao agravamento de outros transtornos mentais, como depressão — doença que afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo.
Os dados mais recentes divulgados pela OMS posicionam o Brasil como o país com maior prevalência de ansiedade no planeta, cenário que reforça a urgência de políticas públicas e estratégias de acolhimento e prevenção no âmbito da saúde mental. 9,3% dos brasileiros convivem com ansiedade patológica
Segundo o levantamento internacional citado pela BBC Brasil, aproximadamente 9,3% da população brasileira convive com ansiedade em níveis patológicos — um número superior ao de países como Paraguai (7,6%), Noruega (7,4%), Nova Zelândia (7,3%) e Austrália (7%).Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que fatores sociais e econômicos têm grande influência sobre esse cenário. Entre os principais contribuintes para o aumento da tensão emocional entre os brasileiros estão:

Fotos: Reprodução/Google
• Alto índice de desemprego
• Instabilidade econômica
• Crescente sensação de insegurança pública
• Aumento da violência urbana
“O Brasil tem uma alta taxa de violência, que faz muitas pessoas saírem de casa com receio de serem assaltadas”, destaca o estudo. Quando buscar ajuda Saúde mental é assunto sério — e ansiedade persistente não deve ser ignorada. Profissionais recomendam buscar auxílio médico ou psicológico sempre que:
• Os sintomas forem frequentes e duradouros
• Houver impacto na rotina, no trabalho ou nas relações pessoais
• Surgir dificuldade para dormir ou respirar
• Pensamentos negativos se tornarem constantes
• Houver sensação de perda de controle
O tratamento pode incluir psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, medicação prescrita por psiquiatra.
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