25 de Maio de 2026

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Eleições 2022 - 05/10/2022

Bolsonaro na maçonaria? Lula e diabo? 2º turno começa com ataques mentirosos vinculados a religiões. VEJA VÍDEOS E FOTOS

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Foto: Reprodução

Publicações que circulam na internet tentam associar o candidato do PT ao ?satanismo?; outras insinuam uma equivocada contradição entre ser maçom e acreditar em Deus.

Com a definição do segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), mentiras ou informações fora de contexto sobre a religião de ambos os candidatos começaram a circular com mais força nas redes sociais.

 

Um vídeo do chefe do Executivo em uma loja da Maçonaria serve de munição para que apoiadores do petista tentem enfraquecer o presidente diante dos eleitores evangélicos. Do outro lado, bolsonaristas compartilham fake news associando Lula a um suposto “pacto com o diabo” e ao satanismo, também tentando intensificar a rejeição ao petista nesse segmento.

 

Apoiadores de Lula chegaram a se “disfarçar” de defensores de Bolsonaro no Twitter para dizer que não irão mais votar no presidente. “Estou tão triste com Bolsonaro, brincando com a nossa fé cristã. Que decepção”, publicou um usuário que agora usa elementos da iconografia bolsonarista em seu perfil, como o número 22, uma arma disparando e uma bandeira do Brasil, mas publicou que “a volta de Lula era o mundo voltando ao eixo” uma semana antes da eleição.

 

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Em páginas bolsonaristas no Telegram, aplicativo de mensagens russo, usuários também disseram estar “arrependidos” após ver o vídeo do mandatário em uma loja maçônica. Outros membros os acusam de serem petistas infiltrados para manipular a opinião pública.

 

 

O "pastor"  Silas Malafaia em templo maçônico 

 

 

 

 

Desde o primeiro dia oficial de campanha, em agosto, a disputa entre Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gira em torno de temas religiosos. Bolsonaro, por exemplo, costuma chamar a eleição de “luta do bem contra o mal” e criticar o que chama de “fechamento de igrejas” na pandemia de covid-19, reforçando a pauta religiosa da sua campanha. Já Lula, acusa Bolsonaro de tentar manipular a boa-fé de evangélicos e chegou a declarar que o presidente é “possuído pelo demônio”.

 

O Estado brasileiro é laico. A Lei das Eleições (Lei 9.504/97), inclusive, proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em templos religiosos.

 

 

 Imagens mostram Primeira Dama, Michelle Bolsonaro, em

casamento de Carla Zambelli, realizado em Loja Maçônica

 

É comum, também, que bolsonaristas evoquem a situação da Nicarágua, compartilhando relatos sobre a prisão de religiosos naquele país e lembrando que Lula já fez acenos ao governante Daniel Ortega. Pesquisas eleitorais mostram que os evangélicos representam um dos segmentos mais fortes como base eleitoral de Bolsonaro. A primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a dizer que o Palácio do Planalto estava consagrado a “demônios” antes da eleição do marido.

 

  

Apoiadores de Bolsonaro, Carla Zambelli e Sergio Moro também são da Maçonaria

 

No vídeo que circula nas redes sociais após o primeiro turno das eleições, o presidente faz um discurso sobre pautas de costumes e combate à corrupção em uma loja da Maçonaria. O vídeo que viralizou nos últimos dias aparenta ter sido gravado antes da campanha eleitoral de 2018.

 

 

 

Quanto a Lula, as tentativas de associá-lo ao “diabo” e ao fechamento de igrejas fizeram o PT lançar um esclarecimento público sobre as crenças pessoais do ex-presidente. Intitulado “A verdade sobre Lula e o satanismo”, um artigo no site do candidato reforça que ele não tem relação com “luciferianos ateístas”, como diz uma fake news que circula na internet. “A verdade, como já repetimos antes, é que Lula é cristão, católico, crismado, casado e frequentador da igreja”, diz o texto. “Lula não tem pacto nem jamais conversou com o diabo”, completa.

 

Nesta terça-feira, o ex-presidente teve um encontro com padres franciscanos para receber uma benção. Hoje é dia de São Francisco de Assis.

 

 

O ato com padres franciscanos aconteceu no QG da campanha de Lula, no Pacaembu. Além do petista, participaram também a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), o candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, a mulher de Lula, Janja da Silva, e a mulher de Haddad, Ana Estela Haddad.

 

Lula durante ato de campanha com evangélicos em São Gonçalo, no Rio

 

Antes da benção, Lula recebeu imagens de São Francisco de Assis e de São Benedito, um santo negro. Frei Davi discursou no encontro e pediu a Lula, se eleito, compromisso do petista com cotistas negros nas universidades públicas. “Se tem alguém que pode se dizer cristão é você”, afirmou Frei Davi a Lula.

 

Receberam a benção duas cachorras da Janja, além de um cachorro que fica circulando no QG de Lula e se tornou o “mascote” do local. Uma das cachorras de Janja chama-se “Resistência” e foi adotada em Curitiba, pois circulava na vigília em frente à carceragem da Polícia Federal.

 

Justiça

 

Fotos: Reprodução

 

 Bolsonaro faz pacto com seita maçônica pra vencer eleição! REVOLTANTE!

 

Veja Vídeos:

 

 

O ministro Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de 31 publicações que associam Lula à perseguição de cristãos e à invasão de igrejas. A decisão foi publicada no último domingo e atinge os perfis dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o ex-secretário da Cultura Mário Frias (PL), eleito deputado federal por São Paulo, o assessor do presidente, Filipe Martins, e outros apoiadores de Bolsonaro.

 
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”Atenção evangélicos! Lula continua a dizer asneiras. Diz ele que pastor não acredita em Deus. Acredita em Deus quem apoia ele, por acaso? Ele defende aborto, diz que a família tradicional é coisa atrasada, apoia governos ateístas que perseguem cristãos e etc”, diz uma das publicações impugnadas. O mesmo conteúdo foi publicado pelo pastor Silas Malafaia, conselheiro do presidente, mas o post do evangélico não entrou na lista da decisão.

 

Sanseverino entendeu que as publicações disseminam “informação sabidamente falsa” e ofensiva à honra do candidato petista. O ministro destacou que o conteúdo “foi divulgado no período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores, de forma a gerar elevado número de visualizações, o que possibilita, em tese, a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do partido político e do candidato atingidos pela desinformação”. / Colaborou Lavínia Kaucz

 

Fonte: Com informações do Estadão 

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