25 de Maio de 2026

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Eleições 2022 - 04/10/2022

'Nesta etapa, não há espaço para discussões ideológicas', diz Lula

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Foto: Reprodução

Candidato do PT à Presidência se reuniu nesta segunda-feira (3) com a coordenação da campanha. Para o ex-presidente, dia após 1º turno é de reflexão.

O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ontem,segunda-feira (3) que a campanha do 2º turno das eleições deverá focar naqueles que "parecem que não gostam da gente", em referência ao partido ao qual é filiado.

 

A declaração foi dada durante reunião da coordenação da campanha Lula-Alckmin. Lula foi criticado por "pregar a convertidos" e, por isso, a campanha petista avalia que é preciso ampliar o leque de apoios para vencer no próximo dia 30 – quando os eleitores novamente vão às urnas para decidir o nome que assumirá o Palácio do Planalto.

 

“A partir de amanhã, é menos conversa entre nós e mais conversa com os eleitores. [...] Precisamos conversar com aqueles que parecem que não gostam da gente”, disse.

 

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O ex-presidente classificou o dia seguinte ao 1º turno como uma data de "reflexão". Ele voltou a repetir que, embora não tenha alcançado a esperada vitória em primeiro turno, apenas retardou "um pouco" a vitória nas eleições.

 

"No segundo turno, acredito que as coisas serão mais organizadas. E a sociedade brasileira vai aprender com muita rapidez a diferença entre a nossa candidatura", declarou.

 

O petista disse que pretende aproveitar a nova rodada da campanha para fazer o “debate que não foi possível fazer no primeiro turno”.

 

Ele defendeu ainda que o PT amplie as conversas com setores refratários ao partido e destacou que, nesta etapa, não há espaço para discussões ideológicas.

 

 

 

"Temos que conversar com todas as pessoas que não votaram conosco. Agora, a escolha não é ideológica. [...] Agora nós vamos conversar com todas as forças políticas que têm voto. Para que a gente consiga somar em um bloco os democratas contra os que não são", afirmou.

 

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (3) que até quarta deve ter retorno do PSDB, PDT e da candidata Simone Tebet sobre possíveis apoios à candidatura de Lula no 2º turno (veja mais abaixo).

 

Ainda sobre a campanha, o ex-presidente disse esperar percorrer estados do Brasil em que a disputa ao governo também foi para o 2º turno.

 

Ele também afirmou esperar que a candidatura aumente a vantagem de votos de Bolsonaro nos estados da região Nordeste e em Minas Gerais.

 

 

 

Em Minas Gerais, estado que as campanhas disputam por ter peso para decidir disputas nacionais, Lula registrou 48,29% dos votos. Bolsonaro, 43,60%.

 

A diferença nominal – ou seja, em votos totais – foi menor que 600 mil votos. Por lá, o candidato apoiado pelo petista ao governo estadual, Alexandre Kalil (PSD), não foi eleito, e Romeu Zema (Novo), governador reeleito, já declarou que não pretende caminhar junto a Lula.

 

No estados do Nordeste, a folga entre Lula e Bolsonaro é mais confortável para o petista, girando em torno de 56 a 74%.

 

Busca por novos apoios

 

 

Nos próximos dias, a campanha de Lula ao Planalto espera reiniciar os movimentos feitos recentemente de declarações de apoio ao petista.

 

O ex-presidente disputou o primeiro turno em uma coligação com dez partidos (PT, PSB, PCdoB, PSOL, Rede, PV, Pros, Avante, Agir e Solidariedade), repetindo o recorde de alianças da candidatura de Dilma Rousseff nas eleições 2010.

 

Para reforçar a imagem de uma “frente ampla” contra Bolsonaro, a campanha investiu na atração de políticos e setores que, em outras ocasiões, haviam se posicionado de forma contrária ao PT.

 

Para o primeiro turno, a construção teve início com o anúncio do ex-governador Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente. Depois, somaram-se à campanha ex-ministros dos governos Itamar Franco, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, artistas, religiosos e intelectuais.

 

 

 

Agora, a avaliação é que será preciso ir além. Ao blog da jornalista Andreia Sadi no g1, integrantes da campanha avaliaram que o segundo turno exige novos acenos a conservadores e religiosos. Para isso, novas alianças devem entrar no radar.

 

No primeiro momento, o foco deve ser voltado a tentar atrair os apoios de dois presidenciáveis derrotados no último domingo: Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT). As duas candidaturas foram alvos de apoiadores de Lula que defendiam o voto útil – estratégia em que o eleitor abre mão do seu candidato de preferência para votar em outro que tem mais chance de vencer para evitar o avanço de um candidato indesejado.

 

O PDT já foi consultado pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Em entrevista à GloboNews nesta segunda, a deputada afirmou que teve uma “conversa muito boa” com o presidente da sigla, Carlos Lupi. “Tem um processo de discussão com o partido. Ele vai fazer de maneira rápida, até quarta-feira”, disse, acrescentando que o partido gostaria “muito de ter o Ciro” na campanha.

 

Durante a campanha presidencial, Ciro dirigiu críticas a Lula. Em fevereiro, ao ser perguntado se apoiaria Bolsonaro ou o petista, ele afirmou que “nunca mais” faria “campanha para bandido nesse país”, sem explicar a quem se referia. Na noite de domingo, durante a apuração dos votos, o pedetista pediu “mais algumas horas” para avaliar o “melhor caminho para bem servir à nação brasileira”.

 

 

 

Na instância partidária, o PDT afirma que a decisão será informada em breve. Nas últimas horas, Lupi tem consultado diretórios para formar uma decisão. O anúncio ainda não foi feito e pode ser ainda na terça-feira (4) após reunião da cúpula da sigla.

 

No MDB de Tebet, ainda não há decisão ou previsão de anúncio. A expectativa, segundo integrantes da sigla, é que ocorra ainda nesta semana. Gleisi afirma ter pedido para “conversar com o deputado Baleia [Rossi, presidente da legenda]”.

 

"Achamos muito importante, muito importante o apoio da Simone [Tebet]", disse.

 

Após a definição do segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Tebet declarou, em coletiva de imprensa, ter “lado” e pediu aos presidentes dos partidos que integraram a coligação de sua candidatura (MDB, PSDB e Cidadania) para decidirem “rapidamente”.

 

Em junho, Simone afirmou à jornalista Renata Lo Prete, em sabatina ao g1, que se não avançasse ao segundo turno, estaria “em um palanque eleitoral defendendo a democracia”.

 

 

Fotos: Reprodução

 

No arco de alianças de Tebet, PSDB e Cidadania começaram a traçar o caminho no segundo turno. O PSDB marcou reunião virtual da executiva do partido para a manhã desta terça.

 

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A expectativa é que o partido libere os filiados para declarações de apoio. membros da sigla, aliados a Alckmin, já anunciaram apoio a Lula nas últimas semanas. A jornalistas, Gleisi afirmou ter inciado as tratativas:

 

"Procuramos o PSDB para que a gente possa conversar para que a gente poder, não só em São, mas em outros estados, marcharmos juntos".
O Cidadania começou a discussão nesta segunda e o anúncio deve ser feito na terça-feira (4). O partido tem alas que apoiam publicamente Lula, como a do ex-senador Cristovam Buarque.

 

Fonte: Com informações do Portal G1 

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