Vereador foi alvo hoje de busca e apreensão da PF nesta segunda-feira, 29; ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira, 29, que seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), prestará depoimento à Polícia Federal (PF) na próxima terça-feira, 30. Carlos Bolsonaro foi alvo hoje de operação da PF. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa do vereador, no entanto, disse que o depoimento não se refere às buscas e apreensão realizadas nesta segunda-feira. Segundo o advogado Antonio Carlos Fonseca, a oitiva foi marcada há algumas semanas e se refere a uma publicação feita por Carlos em agosto do ano passado. O inquérito também está em segredo de Justiça.
“É um procedimento é outro inquérito que também está em sigilo. Não tem nada a ver com os fatos de hoje. Pura coincidência”, disse o advogado à CNN. O depoimento será realizado na Superintendência da PF no Rio no período da manhã.
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A ação de hoje é um desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, que investiga o monitoramento ilegal de autoridades por parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão do ex-diretor-geral Alexandre Ramagem – atualmente deputado federal pelo PL -, que comandou o órgão no governo Bolsonaro.
Agentes cumpriram os mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e em sua residência na Barra da Tijuca. Além disso, um mandado foi cumprido na casa da família em Angra dos Reis, no litoral fluminense, onde Carlos está com o pai. Entre os materiais apreendidos na casa do vereador estão um laptop, um pendrive, cartões de memória e mídia.
Em nota, a Câmara Municipal do Rio informou que os policiais federais estiveram no gabinete de Carlos Bolsonaro entre às 07h e 09h desta segunda. A equipe de segurança da Casa e um assessor do parlamentar acompanharam as buscas.
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Fotos: Reprodução Google
Nesta nova fase, a PF busca identificar os principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente pela Abin por meio de ações clandestinas. Ao todo foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis (1), Rio de Janeiro (5), Brasília (1), Formosa (1) e Salvador (1).
De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial, ou com objetivos não autorizados em lei.
Fonte: com informações do Portal CNN Brasil
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