Para o chefe do Executivo, 'não tem cabimento' a anulação das condenações do petista, determinada pelo magistrado em março do ano passado
Na segunda-feira (11), em entrevista ao podcast Irmãos Dias, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin.
O mandatário insinuou que Fachin favorece a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro. "Não tem cabimento", disse Bolsonaro sobre a anulação das condenações do petista, determinada pelo magistrado em março de 2021.
"Então o Fachin o tirou da cadeia, o tornou elegível e está presidindo o TSE. Ao meu entender, se depender do Fachin, ou do voto do Fachin, para ser educado aqui, ele (Lula) será presidente da República ", afirmou Bolsonaro.
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Bolsonaro disse que, ainda em pré-campanha, Lula já teria loteado "todo o Poder" visando sua eleição. Ele ainda acusou o petista de ter prometido cargos em ministérios, bancos oficiais, estatais e, por fim, no STF. O próximo presidente eleito terá direito a indicar dois ministros para a Corte.
"A mensagem que ele dá para os corruptos é uma só: fique tranquilo, eu colocando mais dois lá, você vai se safar no Supremo. E complementa: eu me safei" , disse o chefe do Executivo.
No dia 8 de março de 2021, Fachin tornou Lula elegível ao declarar a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para o processo e julgamento das ações da Operação Lava Jato contra o ex-presidente, anulando todas as decisões daquele juízo.

Fotos: Reprodução
Assim como Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, Fachin é um dos maiores desafetos de Bolsonaro no Supremo. O presidente não só os critica constantemente, como também já os ameaçou. Em fevereiro deste ano, por exemplo, o chefe do Planalto disse que Fachin quer torná-lo inelegível "na base da canetada" para beneficiar Lula.
Fonte: Portal iG
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