Presidente diz que casos que vieram à tona até agora são apenas suspeitas e nada chegou se concretizar
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ignorar uma série de suspeitas de corrupção, como os relatos de que pastores pediam propina para influenciar decisões do Ministério da Educação, e disse nesta segunda-feira (11) que não há motivos para investigar ações do governo federal.
"Quantas vezes, no Pará, o governador recebeu a visita da Polícia Federal' Diferente do governo federal. Aqui não tem visita da Polícia Federal, não tem o que investigar aqui, não fazemos nada de errado", disse o presidente em entrevista ao Grupo Liberal, do Pará.
A tentativa de Bolsonaro e de seus aliados de descolarem o governo federal das suspeitas de corrupção se tornou mais frequente nas últimas semanas.
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Ciro Nogueira
Em entrevista à Folha, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), disse que há apenas "corrupção virtual" e defendeu manter a política de privilegiar aliados na partilha do Orçamento.
O governo, porém, está sob pressão por causa da suspeita de tráfico de influência no MEC e tenta evitar a abertura de uma CPI no Senado.

Milton Ribeiro (Fotos: Reprodução)
A Folha revelou áudio em que o então ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, afirma que o governo prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados pelos pastores.
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Na gravação, o ministro diz ainda que isso atende a uma solicitação do presidente Bolsonaro e menciona pedidos de apoio que seriam supostamente direcionados para construção de igrejas. A atuação dos pastores junto ao MEC foi revelada anteriormente pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Folha de São Paulo
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