19 de Abril de 2026

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Sexo - 17/03/2022

Além da penetração: desmistificando o sexo anal. VEJA DICAS DE ESPECIALISTA

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Foto: Reprodução

A vida sexual tem muito que se lhe diga. Dá trabalho e exige uma entrega total da parte de ambos. No entanto, existem alguns hábitos que influenciam as relações sexuais

Quando o assunto é sexo, vale tudo entre quatro paredes — com consentimento, é claro. Independentemente de sua orientação sexual e da companhia (ou não) de um(a) parceiro(a), você pode deixar a criatividade e seus sentidos te guiarem a serviço do prazer.

 

E para muitas pessoas, um dos tipos de sexo mais discutidos é o sexo anal.

 

À “Slice”, de onde são as informações, a educadora de saúde sexual Samantha Bitty se dedicou a explicar tudo o que você precisa saber sobre esse tipo de sexo e reforçar a ideia de que anal é sobre prazer — não é uma atividade sexual que deva ser vergonhosa, nem está ligada a uma orientação ou grupo específico.

 

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O que é sexo anal?

 

 

É possível que você relacione, imediatamente, o termo “sexo anal” à penetração. No entanto, ele é muito mais do que isso. “Minha percepção inclui todo o traseiro, não apenas o ânus”, diz Samantha. Portanto, qualquer ato que esteja acontecendo com a região posterior pode ser considerado anal — seja estimulação interna ou externa.

 

Estigmas acerca do sexo anal

 

 

Sexo anal é apenas para homens gays

 

 

“Existe a falsa ideia e o estigma de que anal é algo estritamente para sexo entre homens, que tem raízes na homofobia”, relata a educadora, que pontua que qualquer pessoa pode aproveitar os prazeres do sexo anal.

 

A vergonha de praticar sexo anal

 

 

Samantha relata que algumas pessoas acreditam que sexo anal é um “ato depravado”. No entanto, não há nada errado com a prática — seja recebendo ou realizando os estímulos anais.

 

A especialista também aponta que há equívocos em torno do anal ser anti-higiênico. “Há um elemento de vergonha em torno das coisas naturais que nosso corpo faz”, diz ela, acrescentando que a prática deve ser feita com segurança para minimizar a propagação de bactérias.

 

Como quebrar o estigma

 

 

As raízes do preconceito contra o sexo anal estão na vergonha e na homofobia. No entanto, é importante lembrar que nenhuma atividade sexual consensual deve ser tratada como algo vergonhoso, e a autorreflexão e a autoconsciência são fundamentais para desestigmatizar atitudes nocivas em relação ao anal.



“A autorreflexão envolve questionar de onde você tirou ideias negativas sobre sexo anal e considerar os sistemas sociais, como o patriarcado, que informaram essas ideias. Ao pensar em como a homofobia e a heteronormatividade informam ideias negativas em torno do anal, você pode começar a desaprender essas atitudes”, aconselha Samantha.

 

Já a autoconsciência envolve estabelecer limites para si mesma, mantendo espaço para seus desejos, além de respeitar e cuidar dos desejos e limites de seu(ua) parceiro(a). Trata-se de saber do que você gosta e manter a mente aberta, lembrando que não há nada sujo ou ruim na prática.

 

Como se envolver na prática anal com segurança e diversão

 

Fotos: Reprodução

 

Como o ânus está conectado ao intestino, é importante ter cuidado ao inserir qualquer objeto nele, para evitar que o item fique preso ou “viaje” para outra parte do corpo. “É um músculo poderoso, e existe a possibilidade de sugar algo lá em cima. Portanto, esteja ciente disso”, aponta Samantha. Ao escolher sex toys para inserir — como um plug anal — a educadora recomenda que se opte por algo curto e estreito. “Nada que não tenha uma base deve entrar lá”, acrescenta ela.

 

Também é preciso ter paciência — e muito lubrificante. Lubrificantes à base de óleo podem danificar os preservativos de látex, tornando os produtos à base de água uma opção mais segura. Considere também o uso de preservativos internos, que são hipoalergênicos.

 
 
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A comunicação com seu(ua) parceiro(a) e consigo mesma também é essencial ao explorar o prazer anal. “Preste atenção ao que seu corpo está fazendo e o que ele gosta”, aconselha Samantha. Embora haja pressão, diminua a velocidade ou pare se sentir alguma dor. A experiência deve ser divertida e prazerosa para todos(as). Se você estiver sentindo algum desconforto que não diminui, entre em contato com um profissional de saúde. 

 

Fonte: Revista IstoÉ

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