Data reforça mobilização permanente do Estado e da sociedade para enfrentar a violência
A partir deste ano, o 5 de setembro passa a ser lembrado como o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas. Na quinta-feira , 9/4, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 1.020/2023, que institui a data como um marco nacional. A data é a mesma em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Indígena, com o objetivo de ampliar a visibilidade, fortalecer a prevenção e incentivar denúncias em todo o país.
A proposta, de autoria da deputada federal Célia Xakriabá, foi aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal e seguiu diretamente para sanção presidencial. A iniciativa busca dar visibilidade a uma realidade marcada pela subnotificação da violência e promover a mobilização contínua do poder público.
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Para a autora da lei, a criação da data contribui para ampliar a efetividade das políticas existentes. "A Lei Maria da Penha, grande marco legislativo na proteção das mulheres, ainda encontra barreiras para ser efetivada, sobretudo no contexto de indígenas mulheres", afirma.
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No âmbito do governo federal, o Ministério das Mulheres manifestou-se favoravelmente à sanção integral da proposta. Um parecer técnico da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres (SENEV) concluiu que a iniciativa está alinhada aos direitos dos povos indígenas e a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a. Mulher (Convenção de Belém do Pará) e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW).

"A sanção desta lei representa um avanço na visibilidade e no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. Ao instituir uma data nacional, o Estado brasileiro reforça seu compromisso com a proteção de direitos, o respeito às diversidades e a promoção de políticas públicas que alcancem todos os territórios," afirma a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

A iniciativa fortalece a mobilização permanente do poder público e da sociedade, além de contribuir para ampliar o acesso à informação, à proteção e à rede de atendimento às mulheres indígenas em situação de violência.
Fonte: com informações Gov
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