Zillennials: entenda quem faz parte da microgeração entre Millennials e Geração Z
Os Millennials ainda conseguem se lembrar de como era o mundo sem tanta tecnologia. Já os integrantes da geração Z, seguem confortáveis morando com os pais mesmo próximos dos 30. Mas há uma microgeração atravessada por ambas as experiências: a que vem sendo chamada de Zillennial.
O termo Zillennial faz referência aos nomes das gerações Millennial e Z, e diz respeito a uma espécie de fronteira geracional entre as duas. Se Millenials são pessoas nascidas entre 1981 e 1996, e a geração Z chega entre 1997 e 2012 – seguindo a definição do instituto de pesquisa norte-americano Pew Research Center -, Zillennials vivem em um intervalo de cerca de seis anos entre as duas. São aqueles nascidos entre 1993 e 1998, segundo o sociólogo Thiago Camargo.
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Um conceito nem tão simples

Zillennials carregam características dos Millennials e Geração Z
(Foto: Unsplash)
Assim como os estudos das gerações, a demarcação da microgeração Zillennial é um pouco mais complexa que um recorte de anos. Thais Giuliani, doutora especialista em geração Z, aponta que há discrepâncias em relação aos períodos de início e fim de gerações entre os estudiosos, e isso gera certos impactos.
Assim como os estudos das gerações, a demarcação da microgeração Zillennial é um pouco mais complexa que um recorte de anos. Thais Giuliani, doutora especialista em geração Z, aponta que há discrepâncias em relação aos períodos de início e fim de gerações entre os estudiosos, e isso gera certos impactos.
“É um recorte grande, e que você não tem como estabelecer um certo padrão de comportamento em quem está no primeiro ano de uma geração e quem está no final, porque existe uma diferença muito grande”, reflete a especialista.
"O Zillennial surgiu como se fosse uma microgeração, um recorte menor de um pedaço dentro da geração. E essa necessidade do surgimento foi exatamente pelos períodos serem grandes", diz.
Nem tão Millennial, nem tão Z

Zillennials - a geração de novos adultos nascida entre a Geração Z e Millennial
(Foto: Pexels)
Se o recorte de anos que define uma geração não costuma ser consenso, é possível dizer que entre as gerações Millennial e Z há algo de essencial nos estudos que pontuam suas diferenças: a experiência tecnológica.
Thiago Camargo explica que Millennials, além de terem características como ambição, o sucesso na carreira e a busca por qualidade de vida, também são a primeira geração que teve acesso à internet e às redes de computadores.
Enquanto isso, os indivíduos da geração Z carregam o título de “nativos digitais”, isso junto a características como a dinâmica para a realização de várias tarefas, a busca por trabalhos remotos, assim como a associação do consumo a causas pessoais, como valores e responsabilidade social.
Contexto social importa, até mais que data de nascimento

Zillenials - a microgeração entre Millennials e Geração Z
(Foto: Pexels)
Quando as definições de gerações são marcadas com ano de nascimento e envolvem experiências com tecnologia, há um fator que também precisa entrar na conta: o contexto social. Thiago Camargo faz essa análise em dimensão nacional.
“Ao falarmos em ‘geração’ no cenário brasileiro, devemos ter sempre em mente que a experiência de um sujeito que vive em uma grande metrópole é diferente daquele que vive nas periferias e no interior. Geração, assim, deve ser pensada sempre junto a outros marcadores sociais da diferença, como classe social, gênero e raça, o que torna o panorama cada vez mais complexo”, reflete o pesquisador.
A antropóloga Denise Cardoso, doutora pela Universidade Federal do Pará, também destaca a relevância de marcadores sociais na definição das gerações, já que eles influenciam na experiência com a tecnologia e o consumo.
“As gerações estão marcadas por diferenças de acesso à internet, poder aquisitivo, tabus e uma série de outros elementos que diferenciam. Por exemplo, um jovem ribeirinho de outro que vive em regiões metropolitanas, uma mulher indígena de outra não indígena, uma pessoa assalariada daquela que tem recursos financeiros para consumir bens e serviços mais caros, e assim por diante”, pontua Denise.
Quanto à internet, a pesquisadora paraense também destaca a produção de conteúdo atual de jovens, adultos e crianças da Amazônia, que levam sua bagagem cultural para as redes sociais.
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