07 de Maio de 2026

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Comportamento - 16/09/2024

Pessoas bonitas não jogam tanto videogame quanto as feias, diz estudo

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Foto: Reprodução/Google

O estudo diz que pessoas bonitas não jogam videogames, pois têm mais amigos para socializar, enquanto os feios se escondem no mundo virtual.

Quem superou sintomas de baixa estima, insegurança, ansiedade e outros, por ser considerado um geek de videogame, procure o contato de seu psicólogo, pois velhos estereótipos que pareciam enterrados estão voltando à tona. E o que é pior: amparados por um estudo publicado recentemente no respeitado National Bureau of Economic Research, dos EUA.

 

No artigo, assinado por cinco pesquisadores, é utilizado um conceito chamado “atratividade física”, que não é muito bem explicado, para concluir que "descobrimos evidências que sustentam que existe uma relação causal em adultos: a atratividade reduz o tempo que eles jogam videogame, e não o contrário".

 

Para sustentar sua tese, os autores citaram alguns estudos paralelos — Hamermesh & Parker (2005), Mehic (2022) ou Babin et al. (2020) — que defendem a ideia de que a beleza tem influência positiva na avaliação de professores e alunos. Resumindo: esses autores propõem que, se forem mais bonitas, essas pessoas recebem melhores avaliações e melhores notas.

 

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De onde os autores tiraram suas conclusões?

 

 O estudo diz que pessoas bonitas pagam um "custo" social por jogar videogame.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)

 

Para comprovar sua hipótese sobre a relação entre atratividade física e o tempo que as pessoas dedicam a jogos de vídeo/computador, a equipe afirma ter usado dados do American Add Health Study, um amplo estudo longitudinal realizado nos EUA, que examina a saúde e o bem-estar dos adolescentes, à medida que crescem e ingressam na vida adulta.

 

Com base nas informações coletadas, Andy Chug e seus colegas afirmam que "adultos mais bonitos têm mais amigos próximos". A justificativa é bem simples, talvez até simplória: como eles são "atraentes", jogar se torna mais "caro para eles", pois eles perderiam chances de interações sociais mais intensas e gratificantes.

 

Essa regra também se aplicaria aos adolescentes fisicamente atraentes, enquanto aqueles pouco atraentes, às vezes conhecidos como "feinhos", passam mais tempo jogando durante a semana do que seus homólogos mais bonitos. Os adultos atraentes também jogam pouco e, quando o fazem, "passam menos tempo jogando do que adultos menos atraentes".

 

Quais as principais conclusões do estudo sobre aparência e jogos?

 

 Pessoas feias adotam identidades visualmente bonitas nos games.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)

 

Há duas principais conclusões no estudo. A primeira é que adolescentes, mas especialmente adultos atraentes "gastam menos tempo em videogames [...] porque eles têm mais amigos para socializar".

 

A segunda é que como feios não são feios no ciberespaço, essas pessoas hipossuficientes em atratividade optam pelos games porque assumem identidades virtuais que não refletem suas aparências físicas reais.

 

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Embora os autores afirmem que a natureza longitudinal do Add Health Study traz "evidências de apoio de que essas relações são causais para adultos", é importante destacar que correlação não implica obrigatoriamente em causalidade. Da mesma forma, dizer que "feios jogam mais" pode ser um perigoso estereótipo, capaz de reforçar discursos preconceituosos.
 
 
 
Fonte: com informações do Portal Mega Curioso
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